09 de julho de 2026
Internacional

Após visita à China, Obama chega à Coréia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Seul - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terminou ontem a visita à China e foi à Coréia do Sul, na última etapa de sua viagem asiática. Antes de deixar o país, ele fez um passeio pela Muralha da China e, ao ver a extensa barreira de pedras no território chinês, disse que “nosso tempo na Terra não é muito longo” e “é melhor aproveitar ao máximo”.

“É mágico”, afirmou Obama, que preferiu deixar a dezena de assessores que o acompanham para trás e passear sozinho pelo local. “Te dá uma boa perspectiva sobre muitas coisas do dia-a-dia. Elas não parecem muita coisa quando se observa pelo escopo da história”.

“Lembra que nosso tempo aqui na Terra não é muito longo. Nós devemos tirar o melhor proveito dele”, completou.

Parada obrigatória para os líderes mundiais que visitam o país, Obama visitou uma parte da Muralha da China restaurada e que foi construída originalmente há 500 anos. As primeiras partes da Muralha foram construídas há mais de 2.000 anos.

Ele caminhou sozinho pela última rampa do local, em um momento registrado por todos os fotógrafos.

Muitos chineses vêem a Muralha como um símbolo de seu poder. Para estrangeiros, ela representa as barreiras levantadas pelo reino.

Em 1972, o então presidente americano Richard Nixon rompeu as barreiras da Guerra Fria e visitou a China em uma época de frio, assim como Obama.

“Minha esperança no futuro, talvez como resultado do começo que estabelecemos nesta viagem, é que muitos americanos terão a oportunidade de vir até aqui”, disse Nixon à época, no mesmo setor da Muralha.

A viagem de Obama foi marcada por discursos pela liberdade, mas poucos avanços palpáveis nas questões mais imediatas - como protecionismo e o câmbio da moeda.

Coréia do Sul

Em Seul, Obama se reunirá com o presidente sul-coreano Lee Myung Bak para discutir assuntos como o tratado de livre-comércio pendente entre os dois países ou o programa nuclear norte-coreano.

Ontem, em Pequim, após se reunir com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e visitar a Grande Muralha, o chefe da Casa Branca foi para o aeroporto, de onde seu avião saiu às 17h25 (7h25 de Brasília).

A reunião com Wen, na qual foram abordados durante uma hora assuntos econômicos e o conflito nuclear norte-coreano, entre outros, colocou fim aos contatos do líder americano com as autoridades chinesas, em uma visita de Estado de três dias.