08 de julho de 2026
Politicando

Os ‘seguranças’de Dom Hélder


| Tempo de leitura: 1 min

Dom Hélder Câmara por sua intensa atuação na luta pelos direitos humanos, pela justiça social e contra o autoritarismo, entrou em choque com os golpistas de 1964, sendo considerado comunista e virando persona non grata no governo.

Preocupado com a segurança do arcebispo, temendo que algo acontecesse a ele e a culpa recaísse sobre a ditadura, o regime militar enviou delegados da Polícia Federal para lhe oferecer um mínimo de proteção. Disseram-lhe: “Dom Hélder, o governo teme que algum maluco ameace o senhor e a culpa recaia sobre o regime militar. Estamos aqui para lhe oferecer segurança”. Dom Hélder reagiu: “Não preciso de vocês, já tenho quem cuide de minha segurança”. “Mas, Dom Hélder, o senhor não pode ter um esquema privado. Todos que têm serviço de segurança precisam registrá-lo na Polícia Federal. Esta equipe precisa ser de nosso conhecimento, inclusive devido ao porte de armas. O senhor precisa nos dizer quem são as pessoas que cuidam da sua segurança”. Dom Hélder retrucou: “Podem anotar os nomes: são três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.

Luis Freitas a partir de história contada por Frei Beto