O caminho para boa parte dos jovens profissionais recém-inseridos ou próximos a entrar no mercado de trabalho é mesmo a especialização, independentemente a área de atuação. Porém, também é de comum acordo que, em meio ao temor do desemprego, às vezes, também é necessário “dançar conforme a música”.
É o que pensa o engenheiro eletricista Bruno Miakushi, de 25 anos. Recém-contratado pela multinacional suíço-sueca ABB, em Osasco, ele diz acreditar que o foco numa área dentro da profissão é fundamental, mas concorda que o mercado exige certa flexibilidade, ao menos no início. “Pela falta de trabalho disponível, a pessoa adota um perfil mais generalista”, observa. “Eu ainda prefiro estar mais focado. Se o objetivo é chegar a um patamar mais alto, é preciso ter foco”, confia o engenheiro, formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.
“Quem não tem condições é obrigado a aceitar o trabalho, mesmo que não desempenhe, especificamente, algo que venha ser a sua especialidade”, pondera Marcelo Adrinini, estudante do quarto ano de publicidade e propaganda da Universidade do Sagrado Coração (USC).
Designer gráfico profissional da própria instituição de ensino, ele considera que os que possuem melhores condições financeiras, entretanto, não podem perder tempo e devem buscar a especialização ainda no início da jornada profissional.
Embora diferentes, ambos os perfis, tanto para especialistas quanto para novos profissionais, parecem andar de mãos dadas. O diferencial, entretanto, seriam as formas com que tal modo influenciará no crescimento de cada profissional dentro do mundo corporativo. “É preciso escolher a especialidade. Mesmo assim, ainda é necessário o caráter generalista. Tudo se renova e a busca por atualização faz com que mesmo o especialista não deixe também de ter esse perfil”, comenta a universitária Rosane Vilela dos Santos, no quinto ano de psicologia, também na USC.