Porto Alegre - O ministro Tarso Genro (Justiça) disse ontem em Porto Alegre (RS) que as declarações feitas por autoridades italianas pela extradição de Cesare Battisti mostram que o caso “é político” e poderão abrir uma brecha para um novo pedido de refúgio político.
Segundo Tarso, o “interesse especial demonstrado por uma parte do governo italiano” na extradição é político.
Em janeiro, o terrorista recebeu do governo brasileiro o status de refugiado político, que foi derrubado pelo STF.
A temperatura elevou-se na semana passada quando Tarso, ao defender o refúgio, afirmou que há “crescimento preocupante do fascismo em parte da população italiana”. O presidente do Senado italiano, Maurizio Gasparri, classificou a declaração como “patetice”.
Cançado de palpite
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo que já recebeu todos os palpites possíveis sobre o caso da extradição do italiano Cesare Battisti, mas que a decisão sobre o retorno ou não do terrorista para o país europeu será exclusivamente dele. Lula voltou a dizer que só vai anunciar sua decisão sobre a extradição depois que receber formalmente o acórdão do STF. “Não comento Battisti porque não recebi sequer a decisão da Suprema Corte. Quando eu receber, eu vou tomar decisão, ou seja, todo mundo já deu palpite no caso Battisti. Agora, a decisão é minha na hora que eu tiver eu digo pra vocês”, afirmou.