08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Negritude


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Amigos, sabemos que o racismo existe desde o início do mundo e que dificilmente iremos mudá-lo. Segundo estudiosos, o Jardim do Éden seria a África. Pois bem, como Adão e Eva seriam brancos? Toda raça tem um deus baseado na sua cor, Buda, Jesus Cristo... E os africanos possuem um com a sua característica? Não. E por que?.... Quando o negro se sobressai, não encontra o apoio da massa. Como Obama se elegeria nos Estados Unidos, embora tivesse um ótimo currículo, se não tivesse apoio dos brancos. Como as seleções da França, Inglaterra, Alemanha tem agora negros no seu plantel? É que chegaram à conclusão da necessidade da inclusão do negro na sociedade esportiva européia. Êsse é um meio de estudar e tentar se igualar. Mas não é isso que vemos!

Pois bem, o racismo sempre existirá, seja contra o negro, branco, homossexuais, índios, lésbicas, pobres. Acho interessante dizer que o negro se “sanduichou” da cultura européia e surgiu o negro – brasileiro (Opinião 18/11/09). Será que seria melhor estarmos hoje ainda de tanga ou turbante, comendo raízes e frutas, ao invés de estarmos lutando pela igualdade mas com as mesmas armas do mundo europeu?

Acho que até os anos 80 fomos discriminados (passei por isso), mas hoje os nossos filhos e netos têm de encontrar dedicação, apoio e incentivo para estudarem em escolas como: Unesp, Fatec, Senai, Senac, onde possam se formar em nível técnico, mestrado e até doutorado. Se não podemos ser um advogado, sejamos um ótimo mecânico. Se não podemos ser um engenheiro, sejamos um ótimo pedreiro mestre-de-obras, mostrando o nosso valor com dignidade e dedicação. Vamos nos espelhar em pessoas como o ministro Joaquim Barbosa, do TSE e do STF, não vamos deixar nossos filhos e netos sonhar em ser jogador de futebol ou cantor de pagode e evitaremos decepções no futuro.

Hoje podemos ver vários brancos casados com negras e vice-versa, porque as razões superam e o amor não tem cor.

Sou negro e não me envergonho por isso, sei que às vezes fui e sou discriminado discretamente na sociedade, mas sou feliz ao lado dos meus entes queridos.

Élcio José Machado