Estou confuso. Preparo-me para escrever sobre um amigo do peito, meu compadre. Não sei se valorizarei o seu coração grandioso ou a sua magnífica inteligência. Não sei se permitirei que Vieira me guie a pena falando do caráter, da índole e do feitio desse amigo ou se consinto que Monte Alverne me socorra, levando-me a falar sobre o seu intelecto.
Nessa divagação, acabo entendendo que não se pode falar somente do coração, quando a inteligência completa a sua figura carismática, perfazendo um ser humano digno de referências. O reconhecimento do conjunto dessas qualidades especiais é que nos leva à homenagem.
Refiro-me ao dr. Reynaldo Galli, que se distinguiu no campo do Direito, seguindo a carreira da magistratura. Abraçando essa profissão, fê-lo consciente das responsabilidades que dela lhe adviriam e, estamos certos, que soube mantê-las à altura da sua capacidade, em relação com o pensamento que nos deve orientar a ação, procurando, ademais, servir sempre a fins superiores.
Sua vida de trabalho persistente, para proporcionar conforto e bem-estar aos filhos queridos, está continuamente presente nos nossos olhos. Ainda nos dias atuais, quando deveria estar gozando tranqüilamente a aposentadoria, continua transmitindo os seus conhecimentos através de conselhos, consultas e pareceres, sociais e juridicamente, profíquos.
Conhecer o dr. Reynaldo Galli foi um presente etéreo e o convívio que esta amizade nos tem permitido bastou para que pudéssemos observar a grandeza dos sentimentos que animam a sua alma e, por isso mesmo, se impôs ao nosso respeito e à nossa admiração. Marido, pai ou amigo, sob qualquer dos aspectos por que busquemos cercar-lhe a individualidade, ela se apresenta sincera e de respeitosa admiração. Afável, prestimoso, acolhedor, hospitaleiro, simples, laborioso e, sobretudo, digno, ele por suas virtudes, bem merece que Deus lhe dê uma grande soma de venturas por toda a vida, desejo que, aliás, tornamos voto sincero.
A felicidade que deve estar sentindo neste dia não é um favor que o destino lhe fez; ele a conquistou por um alto quociente de méritos pessoais. No entanto, ao louvarmos, este momento, votemos a Deus para que esta alegria o acompanhe por toda a vida, refletindo-se na sua digna esposa d. Denise e nos seus queridos filhos, Renata, Fernanda e Ciro Eduardo, das primeiras núpcias com a saudosa d. Vilma e Claudinho, do segundo casamento com a estimada d. Denise, para os quais ele constitui um exemplo de valores morais, sociais e profissionais, temos certeza.
Pai amantíssimo, o seu desvelo e carinho não conhecem limites. As inquietações que lhe assaltavam a alma quando algum acontecimento pudesse atingir os filhos, atestaram que o seu coração é um manancial inexaurível de bondade e de ternura.
Nada devo ao dr. Reynaldo Galli, a não ser o favor da sua grande amizade. Por isso, posso testemunhar que o carinho e o desvelo que dedica aos amigos ecoam nas nossas almas e nos nossos corações e seríamos ingratos se não confessássemos, isso, alto e bom som, no instante em que a Câmara Municipal lhe outorga o honroso Título de Cidadão Bauruense, que lhe será entregue, hoje, às 19 horas, pelo diligente Pastor Luiz Carlos Rodrigues Barbosa, presidente da Câmara Municipal de Bauru, que o propôs aos seus pares vereadores e por unanimidade foi concedido ao laureado que a partir de então passará a fazer parte de um seleto grupo de pessoas que, como nós, também tiveram a honra de receber essa láurea.
Suas nobres qualidades de possuir um coração bondoso e de inteligência fina, souberam impor-se a todos aqueles com quem entrou em contato ao longo da vida, fazendo de cada um, um amigo, não o amigo interesseiro, mas o amigo que se deixou vencer por suas magnas qualidades.
Receba, pois, prezado dr. Reynaldo Galli, os nossos efusivos cumprimentos, nesta data feliz, assim como os votos que todos fazemos para que a nossa amizade perdure tanto quanto nossas vidas. Parabéns!
O signatário, Abel Fernando Marques Abreu, é chefe de Gabinete da presidência da Câmara Municipal e colaborador de Opinião do JC