O radialista Tobias Ferreira Filho, conhecido por Tuba, escolheu o rancho da família, às margens do Tietê para chamar de minha casa. Da varanda, ele tem o privilégio de visualizar o rio que no local ainda não apresenta grandes sinais de poluição. O verde da água, para ele, é fruto da falta de tratamento de esgoto no município de Bauru.
Apaixonado pela natureza e suas belezas naturais, Tuba lembra que em 72 quando começou a freqüentar o rancho, a água era marrom. “Hoje a água é transparente. Muitas vezes se apresenta esverdeada por conta da poluição de municípios vizinhos.”
Para ele, Arealva se tornou um ‘paraíso’ considerando até outros aspectos. “Tive um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e fui socorrido na cidade. Fui bem tratado e descobri que se o atendimento emergencial não tivesse sido a contento, poderia ter morrido.”
Passado o pesadelo, Tuba está de bem com a vida, gravando seu Programa Nota 10 no rancho do Ouro. “Aqui é minha casa. É onde gravo meu programa e nas horas vagas me arrisco a podar a grama, pescar ou simplesmente contemplar o rio.”
Os pernilongos, que costumam aparecer nas margens, são ‘habitantes’ recentes. Antigamente não tinha, mas por conta da poluição, eles estão chegando.
Para ele, o único problema do rancho é que de vez em quando falta energia. “Não raras vezes falta energia elétrica e isso complica a minha vida porque tenho o estúdio de gravação aqui.”
O local também é palco de encontros. “Recebo amigos e família. Passamos horas alegres e curtimos o rancho. Duas vezes por semana vou a Bauru. Aqui são 210 metros quadrados de beira de rio. Nessas noite quentes, isso aqui é um paraíso.”
Arealva também é destino de celebridades e autoridades, afinal, o que é paraíso para alguns dos moradores é uma verdadeira “Ilha da fantasia” para muitos que visitam a mais famosa propriedade da região, pertencente ao jurista brasileiro Damásio Evangelista de Jesus.
Sem a possibilidade de conhecê-la por inteiro, alguns visitantes usam o binóculo para passeios de lanchas e barcos a fim de ver o local onde a Xuxa já ficou hospedada. Mesmo com equipamentos, os ‘bisbilhoteiros’ só conseguem ver parte da propriedade onde há criações de flamingos e outras aves, além da coleção de orquídeas premiadas que por si só seriam um cartão de visitas para o município.
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Travessia para Itaju
Atravessar de Arealva para Itaju de balsa é uma necessidade de acesso para moradores de ambas as cidades. Porém, para os visitantes é uma maneira de ter uma vista ampliada das propriedades fincadas na ‘orla’ do Tietê. São seis minutos de um lado para outro em que se pode observar os ranchos e chácaras que enchem os olhos e a cada dia atraem mais investidores.
Os carros passam sozinhos, os ocupantes têm que descer do veículo para a ‘viagem’. Oportunidade única de conhecer um pouco do lado ‘limpo’ do Tietê. Na ida observe o lado esquerdo e além dos imóveis, com um pouco de sorte, poderá ver o iate de um médico de Jaú, que, segundo informações extra-oficiais, usa as instalações para reuniões profissionais seguidas de muito lazer.
A embarcação fica sempre aconrada por lá, uma oportunidade para aqueles que não estão acostumados a viajar para regiões banhadas por mar, onde os iates são mais comuns.
Na volta, observe o lado direito onde está a “Ilha da fantasia”. De longe dá para ver pouco, mas se percebe os cuidados com as plantas. Os ‘personagens’ que habitam o jardim, assim como uma carroça com roda de madeira fincada nas proximidades da orla.
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Município terá marina ‘molhada’
A prefeitura de Arealva prevê que até março do próximo ano tenha início as obras de adequação da praia municipal. O projeto que tem outras melhorias foi aprovado pelo Ministério do Turismo. “Acredito que até março vamos iniciar a construção do pier,” explica o prefeito Elson Banuth.
O investimento focado no turismo já começou. “Estamos investindo na recepção dos turistas. Estamos reformando os sanitários e os quiosques que abrigam as lanchonetes.”
Para livrar os visitantes dos aguapés, a prefeitura vai implantar uma área de proteção. “Temos uma ilha pequena que tem uma pontinha. Vamos construir um pier que sai de lá e vai até a ponta final da nossa praia, em torno de 150 metros em direção ao rio, formando uma passarela, por onde as pessoas poderão passear. Ela também servirá para impedir a aproximação dos aguapés.”
No mesmo projeto, consta a marina molhada, uma necessidade dos usuários, segundo o prefeito. “Há uma demanda. Usuários de barcos e lanchas reclamam a falta de local adequado para eles aportarem. Por isso, vamos construir uma marina na margem do Tietê. Temos que oferecer conforto para os moradores e usuários.”
Raias para natação na área protegida é outro item que consta do projeto. “Vamos fazer raias para que os nadadores se sintam seguros.”
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Lingüiça caseira faz parte dos itens dos churrasqueiros
Toda semana o açougue da família Boconcelo faz 50 quilos de lingüiça caseira com tempero natural. Feita com pernil, lombo e toucinho, a iguaria já faz parte do cardápio dos churrasqueiros de plantão nos oito condomínios da cidade.
No mesmo estabelecimento é possível encontrar um bom queijo fresco, doces caseiros e até salgados para um aperitivo rápido. Além das carnes recheadas, uma marca registrada da casa.
Da mesma família, na área rural, sai o milho verde vendido em grandes redes de supermercados de Bauru. Quem cuida de tudo é o italiano Angelo Otávio Boconcelo e seu filho Fábio.