11 de julho de 2026
Internacional

Plebiscito decide futuro de símbolo islâmico, os minaretes, na Suíça


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Genebra - Um cântico islâmico irrompeu no silêncio do sonolento Chemin de Colladon, em Genebra, arrancando da cama seus moradores antes das 7h. O chamado às preces, duas semanas atrás, não veio da mesquita que há 30 anos ocupa o número 34 da rua residencial, diz o imã Youssef Ibram. Veio do alto-falante de um carro alugado.

Ao volante, o líder religioso diz que estavam entusiastas da campanha para vetar a construção de minaretes no país, dispostos a mostrar para a vizinhança o que poderia tomar diariamente suas manhãs caso torres como a da mesquita ao lado não fossem riscadas da paisagem em todo o país. Hoje, os suíços vão votar em um plebiscito convocado por um grupo radical de direita que coletou 115 mil assinaturas sobre a proibição dos minaretes - para os idealizadores da consulta, um símbolo político do islã que não cabe na Suíça.

Há apenas quatro deles no país: em Genebra, em Zurique, e os novos em Winterthur e na pequena Wangen, onde a bandeira surgiu. É pouco para os quase 400 mil muçulmanos majoritariamente vindos dos Bálcãs que contabilizam 5% da população. E nenhum é usado para seu fim tradicional, o chamados às preces. “Mas eles fazem parte da identidade de mesquita, da identidade islâmica. É como a torre do sino em uma igreja católica”, afirma Ibram. A proposta é tão controversa que nem o direitista SVP (Partido do Povo Suíço), adepto das polêmicas e a maior legenda do país, se dispôs a patrociná-la. Sobrou ao punhado de deputados que a defendiam formar grupo com colegas evangélicos e coletar firmas para lançar plebiscito.