07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Extraordinária

A Câmara Municipal e Bauru realizará hoje sua antepenúltima sessão deste 2009 e, ao que tudo indica, ainda se reunirá extraordinariamente até o final do ano. O próprio prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) disse ontem que pedirá o trabalho extra aos parlamentares se for preciso para aprovar projetos de interesse do Poder Executivo.

• Duas prioridades

Os dois projetos mais importantes e polêmicos desta reta final do primeiro ano da atual administração são o que autoriza parcelar em 200 vezes dívida da Cohab e o que reajuste os valores da Contribuição de Iluminação Pública (CIP). Há resistências na oposição em relação a ambos. Os embates de argumentos prometem ser interessantes a partir de hoje.

• Para relembrar

O prefeito Rodrigo Agostinho pediu ao Legislativo autorização para saldar em 200 meses uma dívida vencida em 2008 (R$ 62 milhões) e outra já vencendo (R$ 69,7 milhões), originárias de contratos do passado da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) com o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

• Fôlego curtinho

A manchete de hoje do JC revela que o presidente da Cohab, Edison Bastos Gasparini Júnior, conseguiu junto à Justiça Federal um pequeno fôlego para adiar o início do pagamento até o dia 31 de dezembro. As próximas duas ou três semanas serão decisivas para a Cohab e a própria prefeitura, que é acionista majoritária (cerca de 80%) da companhia de habitação.

• Momento do PT

Este seria o melhor momento da história recente de Bauru para o PT agir politicamente em Brasília. Não para pregar o calote da dívida, mas para que uma solução fosse encontrada de forma que a cidade não seja prejudicada pela irresponsabilidade de dirigentes passados da Cohab, que num País sério estariam hoje em grandes apuros judiciais.

• Acesso e prestígio

Ao longo da semana, Gasparini viajará a Brasília, mais precisamente à sede da Caixa Federal e do Fundo de Garantia, para discutir soluções técnicas. Estas poderiam, quem sabe, ser agilizadas com uma decisão política dos mais importantes dirigentes da área econômica ligada ao caso. Mas é preciso prestígio e trânsito nos corredores do poder federal. Será que Rodrigo Agostinho e Estela Almagro possuem tal acesso?

• Sem hipocrisia

E que não venham os arautos da hipocrisia com discursos pseudomoralistas de que Bauru não pode ter tratamento diferenciado e coisas do tipo. Todos sabem que a decisão política antecede a decisão técnica em casos em que há interesse público em jogo. Não se pede, na crise da Cohab, nenhum perdão à divida, mas uma forma justa de pagar, que não leve o município à falência.

• Reforma no time

Segundo noticiou o Vanguardão, da Jovem Auri Verde (760 AM), na última sexta-feira, neste final de semana haveria uma reunião de partidos e forças que ajudaram na eleição do prefeito Rodrigo Agostinho. O objetivo seria discutir a possível reforma do secretariado para a virada do ano. Não conseguimos confirmar ontem se houve ou não o encontro.