08 de julho de 2026
Nacional

DEM dá prazo de defesa para Arruda

Folhapress
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Brasília - A Executiva Nacional do DEM decidiu ontem dar ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, a possibilidade de apresentar sua defesa contra as acusações de que ele comandava um esquema de arrecadação e distribuição de propinas a aliados ainda dentro do quadro do partido. Após reunião realizada no Senado, os integrantes da Executiva do DEM decidiram abrir processo de expulsão contra Arruda, mas com direito de defesa do governador.

O escolhido para fazer o relatório do processo foi o deputado José Carlos Machado (SE), que deverá apresentar seu parecer no dia 10 de dezembro. Ao final da votação, Arruda poderá tanto ser absolvido quanto expulso do partido. Se os dirigentes do DEM considerarem as explicações do governador convincentes, Arruda poderá ser absolvido ou receber punições mais brandas, como advertência ou suspensão.

Durante a reunião, os senadores Demóstenes Torres (GO), José Agripino Maia (RN), e o líder do partido na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), votaram pela expulsão sumária de Arruda do partido.

Antes da reunião, José Roberto Arruda (DEM), sustentou em nota divulgada que possui “provas irrefutáveis de sua inocência”. Na nota, Arruda ressaltou que tem sido vítima de um “complô” articulado “por um homem que tem mais de 30 processos por corrupção”.

O governador se referia ao ex-secretário estadual de Relações Institucionais Durval Barbosa, apontado como delator do suposto esquema de corrupção.

Arruda afirmou que todos os processos que recaem sobre Barbosa são do tempo em que ele ocupava cargo de confiança do ex-governador do Estado Joaquim Roriz (PSC). Ele sugeriu que o ex-secretário foi ajudado por adversário políticos do atual governo.

Lula

O presidente Lula evitou comentar as denúncias de corrupção contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).

Ao chegar para visita à Ucrânia, Lula respondeu apenas com um gesto negativo ao ser questionado se o caso ajudaria a candidatura do PT à sucessão presidencial em 2010. “Isso é um assunto para o diretor da Polícia Federal”, afirmou ele.

Mais cedo, em Portugal, Lula afirmou que não podia fazer juízo ao falar sobre o caso. Lula defendeu o processo de investigação e afirmou que “as imagens não falam por si” - referência ao vídeo que mostra Arruda recebendo dinheiro.

“O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação. Quando tiver toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar o resultado final do processo. Aí quem vai fazer juízo de valor é a Justiça. O presidente da República não pode ficar dando palpite”, disse o petista.

A base das investigações são gravações feitas por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda. Em troca de redução de pena, ele fez um acordo e flagrou supostos pagamentos de propina a políticos do DF.