Mogadíscio - Um atentado a bomba na capital da Somália matou ontem 22 pessoas, entre ministros de Estado, médicos e estudantes, numa forte ameaça ao governo transitório do país e à sua habilidade em manter até mesmo a pequena parte de Mogadício que tem sob seu controle.
O atentado foi perpetrado por um homem-bomba em uma cerimônia de formatura de estudantes de medicina, que teve a presença de cinco ministros do governo transitório do país. Só dois deles sobreviveram. Dois jornalistas locais e um cinegrafista também morreram no que o governo chamou de “desastre nacional”. Outras 40 pessoas se feriram.
Até 2008, quando se graduara a turma anterior à que foi alvo do ataque de ontem, haviam se passado quase duas décadas de guerra civil sem que a Somália tivesse formado médicos - daí a presença de tantas autoridades na cerimônia. As suspeitas da autoria recaem sobre o grupo radical islâmico Al Shabab, que os EUA acusam de elos com a Al-Qaeda.