11 de julho de 2026
Regional

Agudos recebe R$ 829 mil para conter erosão na Santa Angelina

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - A prefeitura de Agudos (13 quilômetros de Bauru) assinou convênio com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil para liberação de recursos na ordem de R$ 829,1 mil, que serão empregados na construção de galerias de águas pluviais no bairro Santa Angelina. No início do ano, o local foi atingido por uma erosão de cerca de 80 metros de profundidade, que chegou a ameaçar casas e desalojar moradores.

A cerimônia de assinatura do convênio entre o prefeito Everton Octaviani (PMDB) e o Coordenador Estadual da Defesa Civil, coronel Luiz Massao Kita, ocorreu na última terça-feira, na Casa Militar do Estado de São Paulo. O Estado irá repassar R$ 663,2 mil à prefeitura, que entrará com uma contrapartida de R$ 165,8 mil.

Os recursos serão empregados na construção de 110 metros de galerias de águas pluviais na rua Álvaro Paixão e 379,50 metros na avenida João Wolber, as duas localizadas no bairro Santa Angelina. Além disso, a verba também será destinada a obras de aterro nas áreas atingidas por erosões.

De acordo com o prefeito Everton Octaviani, o recurso deve ser liberado no prazo de 30 dias para que as obras possam ser iniciadas ainda em fevereiro de 2010. Após liberação da verba, a prefeitura vai dar início à abertura de processo licitatório para execução dos serviços, procedimento que leva em média 60 dias para ser concluído.

Dano ambiental

A promotoria de Justiça de Agudos investiga através de inquérito civil suposto dano ambiental em uma área de preservação permanente (APP) entre os bairros Santa Angelina e jardim Márcia. Segundo o promotor Neander Antônio Sanches, inspeção feita pelo Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN) constatou a ocorrência de dano ambiental intenso no local, na margem de um curso d’água.

Em janeiro, uma erosão de cerca de 80 metros de profundidade formou-se no local em função do rompimento de uma galeria de águas pluviais que passa na parte de trás do bairro Santa Angelina. A sobrecarga na rede teria sido provocada por uma interligação que trazia água do jardim Márcia.

A prefeitura alega que o terreno, alvo de investigação por parte do Ministério Publico, está situado entre áreas públicas e particulares. Segundo o município, foram realizadas obras de contenção da erosão formada no local e desvios na rede de galerias de águas pluviais, o que demandou o corte de algumas árvores.

Em novembro, a prefeitura informou ao Jornal da Cidade que irá providenciar a recomposição da vegetação destruída após a conclusão dos trabalhos de implantação de galerias de águas pluviais no local, que irão atender os moradores do jardim Márcia.