De acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em maio deste ano, Bauru tinha 179 mil veículos. Isso significa um veículo para cada dois habitantes da cidade. Com tantos carros, motos, caminhonetes, caminhões e ônibus circulando pelas ruas da cidade, que continuam as mesmas de muitos anos atrás, era de se esperar que o trânsito ficasse lento em determinados pontos da cidade nos horários de maior movimento.
Entre os pontos mais críticos estão as imediações da Praça Chujiro Otake, também conhecida como a Praça do Relógio, onde se encontram os veículos provenientes das avenidas Duque de Caxias, Castelo Branco, Alfredo Maia e da rua Wenceslau Bráz. No início da manhã e no fim da tarde sempre há filas gigantescas em todos os lados que se olhe.
Segundo o engenheiro da Emdurb, existe um projeto engavetado que propõe o alargamento da rotatória da praça como medida para desafogar o trânsito. Mas, segundo apurou a reportagem, não existe nenhum sinal de que esse projeto saia do papel tão cedo.
Outro ponto de lentidão foi criado em setembro de 2008, quando o viaduto Mauá foi interditado devido a problemas estruturais. O viaduto é um importante elo de ligação entre o Centro da cidade e a região Oeste, onde estão bairros populosos, como as vilas Falcão, Pacífico, Souto e outras. Após a interdição, o tráfego foi desviado para o viaduto vizinho (Nove de Julho), que servia para escoar o trânsito do Centro para os bairros. Isso provocou um afunilamento. A pista dupla se transformou em pista simples e isso tem provocado uma lentidão no local desde então.
De acordo com matéria publicada pelo JC no último dia 20, o projeto executivo de recuperação estrutural dos viadutos Mauá e Nove de Julho deverá custar cerca de R$ 150 mil, segundo avaliação preliminar da Secretaria Municipal de Obras. A obra só deve ficar pronta em 2011.
No outro extremo da cidade, na região do bairro Mary Dota, também há problemas no trânsito. Praticamente, existe apenas uma via de acesso e saída do bairro. Isso obriga os motoristas a se dirigirem para o mesmo local. De manhã, o excesso de veículos deixa no trânsito lento para as pessoas que estão deixando o bairro. No fim da tarde, o transtorno é no sentido contrário, quando os moradores estão retornando para suas casas.
O mesmo ocorre na avenida Comendador José da Silva Martha. Mas nesse caso, o problema está próximo de ser solucionado. A prefeitura está duplicando a avenida. As obras devem ser finalizadas até o início do ano que vem.
No caso do trânsito que vai para o Mary Dota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a situação no local deverá melhorar consideravelmente com a execução da obra do córrego Barreirinho. Ela permitirá a interligação dos bairros Jardim Flórida e Núcleo Habitacional Nobuji Nagasawa com o prolongamento das ruas Nicolau Ruiz e Maria Bueno Salgado (Jardim Flórida), transpondo o córrego e ligando assim, essas duas ruas, a avenida projetada José Silvestre, no Núcleo Nobuji Nagasawa. O projeto, no valor de R$ 1.817.371,58 (verba do PAC), cuja contra-partida da prefeitura é de R$ 248.798,61, já foi assinado e aguarda licitação.
Outro projeto previsto pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) é a duplicação de um trecho de 800 a 1.000 metros da avenida Nuno de Assis, partindo do trevo da Santa Luzia em direção à rotatória da avenida Rosa Malandrino. Segundo a assessoria, o projeto ainda está sendo discutido com a Secretaria Municipal de Obras.