08 de julho de 2026
JC Criança

Eu uso óculos

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 4 min

Está enganado quem pensa que óculos de grau é coisa somente de vovós e vovôs. Existe um montão de crianças que precisam da ajuda deles para enxergar sem dificuldades e perfeitamente. E para aquelas que não gostam ou acham feio, há opções de modelos, tamanhos, cores e até desenhos que mostram que usar óculos, quando necessário, é bacana, normal e não atrapalha em nada. Um exemplo é Harry Potter, o bruxinho que usa óculos e se lança em muitas aventuras.

Quem não larga os óculos por nada e se sente bonita com eles é a esperta Maryah Telles Carloni Santos, 11 anos. Ela os usa desde os 7 anos de idade e conta como descobriu que estava com dificuldades de visão. “Eu via TV sempre de muito perto e só enxergava bem se as coisas estivessem muito próximas. Minha avó percebeu que algo estava errado, levou-me ao médico, fiz exames e descobrimos que tenho miopia. Para corrigir a dificuldade, uso óculos e me sinto muito bem com eles”, relata.

Correr e brincar com a cachorrinha Mel, estudar, ver TV, passar tempo em frente ao computador, se divertir com as amigas... Enfim, Maryah tem uma vida completamente normal e, o melhor, com a ajuda dos óculos, ela desempenha suas atividades ainda com mais eficiência.

“Na verdade, meu irmão também precisa de óculos e eu sempre tive vontade de usar. Gosto quando vou escolher um modelo porque tem um monte de opções. Tinha um lindo, vermelho e com pedras de strass, mas perdi. Agora, se não achá-lo, tenho que comprar outro”, comenta.

Ao contrário de Maryah, que gosta de usar óculos, o pequeno Marcos Vinícius Gomes de Oliveira, 6 anos, não acha muita graça no objeto, não. Isso porque o negócio dele é pular e correr o dia todo, e ele diz que isso vai atrapalhar, já que tem de tomar cuidado para não quebrar.

Modelos

Para tornar o uso necessário dos óculos mais atraente, a mãe de Marcos encontrou uma solução: deixou que ele escolhesse o modelo que mais lhe agradasse. E o gato Garfield foi o tema escolhido para sua armação. “Gostei da escolha e até acho bonito. Também sei que é importante usar os óculos”, diz.

Marcos Vinícius teve perda de visão no olho esquerdo há um ano. A mãe dele conta que tudo começou com dores de cabeça quando ele chegava da escola. Até que um dia, chegou da aula, já com dores de cabeça, assistiu TV e dormiu. Quando acordou, não estava enxergando nada. Aos poucos a visão foi retornando e o médico disse que a perda parcial da visão esquerda deve-se, possivelmente, por ele ter forçado demais para ver, quando já precisava de óculos. “Não gosto muito de usar, não. Mas sei que é importante, então, assim que acordo já pego meus óculos e vou para a escola”, afirma.

E para quem resiste ao charme e toque de criança inteligente que os óculos proporcionam, o JC Criança pesquisou e descobriu que em várias óticas da cidade há muitas opções de armações descoladas e superlegais para a garotada.

Qual é a sua cor preferida? E seu personagem? Tudo isso você pode escolher e personalizar seu objeto amigo da boa visão. Além de te ajudarem a ver tudo direitinho, os óculos ainda podem ser usados como lindos acessório de moda .

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‘É preciso ficar atento aos sintomas’, diz especialista

Dores de cabeça, cansaço visual, troca de letras, dificuldade para enxergar na lousa, necessidade de sentar muito próximo à televisão, falta de desejo pela leitura e olhos lacrimejantes. Estes são os principais sinais de que algo está errado com a visão infantil. Quando isso acontece, o melhor caminho é procurar um médico oftalmologista. Ele é o profissional que cuida dos olhos, indica quais exames devem ser feitos, descobre qual é o problema, a melhor forma de tratamento, se é preciso ou não usar óculos e quais são as lentes adequadas.

A ajuda desse médico é muito importante porque, se você tiver com esses sintomas, eles podem ser indicativos de distúrbios como miopia, astigmatismo, estrabismo, entre outros . Tais problemas dificultam o seu aprendizado escolar e podem até prejudicar suas atividades normais, como brincar e assistir TV.

Marcelo Crivellari Creppe é médico oftalmologista. Ele diz que alguns distúrbios da visão são inevitáveis e podem ser detectados com consultas de rotina. Quando isso acontece, o tratamento ou até a cura ficam bem mais rápidos e possíveis.

Já as conjuntivites, que são inflamações da membrana que protege parte dos olhos, podem ser evitadas. “É importante que a criança fique atenta com a higiene. Lavar sempre as mãos, não coçar ou levá-las sempre aos olhos é uma boa forma de evitar infecções”, ensina Marcelo.

De acordo com o oftalmologista, a criança pode enxergar bem de um olho e mal do outro, por isso os pais devem testar a visão do olho direito e esquerdo separadamente. Se houver qualquer queixa, se a pupila (menina dos olhos) mudar de cor ou se notar alguma coisa diferente, deve-se procurar o especialista. “Também recomendo consulta anual de rotina”, aconselha Marcelo Creppe.

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Teste do olhinho

Sim, o teste do olhinho existe. E, como o teste do pezinho, é feito assim que a criança nasce, sendo obrigatório antes dela sair da maternidade. Caso se perceba qualquer fato diferente, deve-se procurar o oftalmologista.