08 de julho de 2026
Internacional

Conferência climática aproxima-se de acordo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Copenhague - O mundo aproxima-se de um acordo no âmbito das Nações Unidas para evitar os piores efeitos do aquecimento global, disse um relatório da ONU ontem, enquanto os delegados se reuniam para discussões sobre o clima em Copenhague.

“Aqueles que dizem que um acordo em Copenhague é impossível estão simplesmente errados”, disse Achim Steiner, chefe do programa do meio-ambiente da ONU (Unep), enquanto delegados de 190 países chegavam à capital dinamarquesa para as discussões sobre o clima que acontecem de 7 a 18 de dezembro para substituir o Protocolo de Kyoto.

O perito em mudanças climáticas da Unep Nicholas Stern disse num relatório que a diferença entre as propostas apresentadas pelos países para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa e o que se precisa é de apenas alguns bilhões de toneladas.

O relatório disse que o mundo deveria tentar conseguir emissões máximas de 44 bilhões de toneladas por ano em 2020 para ter uma chance de conter um aumento na temperatura mundial a um limite de 2 graus Celsius acima da era pré-industrial.

As atuais propostas de limitação das emissões por países desenvolvidos e em desenvolvimento seriam o suficiente para limitar as emissões a 46 bilhões de toneladas em 2020.

Nos últimos dias e semanas, vários países inclusive os EUA, a China, a Índia, o Brasil e a Indonésia, definiram novas metas para reduzir as mudanças climáticas, que podem causar mais enchentes, secas, ondas de calor e um aumento do nível dos oceanos.

O relatório estimou que atualmente as emissões anuais de gases causadores do efeito estufa são de cerca de 47 bilhões de toneladas por ano. Sem as reduções, esse número aumentaria para 50 bilhões ou mais até 2020, conforme o estudo.

Em contrapartida, muitos peritos dizem que as promessas feitas até agora não são suficientes para chegar aos níveis que foram definidos para evitar o pior das mudanças climáticas, como garantir que as emissões globais caiam depois de 2020.