10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Acorrentados no chão da escola


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Nós, professores da rede estadual, estamos nos sentindo exatamente assim: acorrentados no chão da escola. Acorrentados porque estamos nos sentindo maltratados, humilhados e coagidos, vendo nossos direitos sendo retirados. Coagidos porque todas as políticas implementadas pelo governo estadual nos últimos anos, são uma afronta à democracia, pois jogam o Estatuto do Magistério no lixo, uma “conquista” da categoria através de muita luta. Ferem a lei 836/97, nosso plano de carreira que já precisava de ajuste. Impede os profissionais de usarem quando necessitam do direito às ausências como, faltas abonadas e até mesmo licenças médicas. Condicionam salários a mérito excluindo aposentados, querendo iludir a categoria.

E com tudo isso temos tido uma postura de perseverança. Desenvolvendo nosso trabalho com responsabilidade, pensando no desenvolvimento do nosso aluno e na comunidade escolar. Refletindo sobre qualidade do ensino público, pois sabemos o valor da educação. Esperamos que este dia 26 de novembro, seja uma data histórica para a educação.

Que o secretário Paulo Renato negocie com nossa entidade, a nossa parte está sendo feita. Por mais que queiram provar o contrário, somos profissionais competentes, responsáveis e acorrentados no chão da escola.

Suzi da Silva