09 de julho de 2026
Polícia

Polícia apreende 200 galos de briga

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar (PM) descobriu na noite de anteontem uma chácara na estrada de Quirilândia, na zona rural de Bauru, com 200 galos da raça índio que supostamente eram preparados para rinha. As aves estavam com a crista cortada e com as coxas depenadas, procedimentos de praxe para preparar os animais para briga. No local também foram encontrados material para treinamento dos bichos, duas arenas para rinha e diversos produtos para fortalecer os animais.

O proprietário dos galos - que teve o nome preservado -, de 48 anos, foi conduzido ao Plantão Policial, mas foi liberado em seguida. De acordo com boletim de ocorrência, ele nega ter organizado rinhas. Ele diz apenas que criava as aves para venda. Os animais permanecem com ele como fiel depositário.

A investigação policial começou anteontem quando o próprio proprietário dos animais procurou a PM após sua família ter sofrido ameaças. Segundo um dos irmãos do dono da chácara, que prefere não se identificar, desde o último sábado, alguns desconhecidos vinham ameaçando a família com uma arma calibre 12. Eles diziam estar em busca do acusado.

Amedrontada, a família pediu proteção da PM, mas não soube dizer o motivo das ameaças. Policiais militares foram designados para proteger a família e, ao acompanhá-la até a chácara, encontraram as aves nos fundos da propriedade. Os animais ficavam em diferentes tipos de abrigos. Quando menores, ficavam juntos em uma espécie de galinheiro. Um pouco mais crescidos, ficavam isolados em gaiolas espalhadas pelo terreno. Os que estavam prontos para a briga, ficavam em uma espécie de caixa de madeira com uma fenda no centro para que pudessem respirar.

Todos tinham uma cicatriz na cabeça, marca da retirada da crista para que os outros animais não tenham onde “pegar” na hora da briga, e as coxas depenadas e grossas, estratégia utilizada para fortalecer o galo para que ele tenha sucesso nos combates.

A grande quantidade de aves e a inexistência de um lugar adequado para que elas fossem levadas fez com que o delegado José Dorneles Costa, do 4.º Distrito Policial (DP), determinasse sua permanência no local. “Ele (dono da chácara) vai responder por maus-tratos de animais. Os galos vão ficar por lá mesmo por enquanto porque se entregar para quem não tem condições de cuidar, eles vão acabar morrendo”, explica.