09 de julho de 2026
Regional

Chuva causa estragos na Rondon e córrego transborda em Botucatu

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Botucatu - A chuva que castiga a região deixou ontem de madrugada um rastro de destruição e lama na rodovia Marechal Rondon (SP-300). O ponto mais crítico está na serra de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) onde há risco iminente de desmoronamento, mas o trecho não compromete a viagem Bauru/São Paulo.

A Rodovias Tietê, concessionária responsável pelo trecho, informou ontem à tarde que houve interdição devido a queda de barreira no km 237 (sentido oeste) por volta das 6h33, mas o tráfego foi liberado logo em seguida, com o sistema “siga e pare”, o que teria evitado lentidão de deslocamento.

Durante a chuva, que persistiu até as 10h, a Polícia Rodoviária registrou um acidente com vítima leve.

Um veículo caiu em uma ribanceira seguido de capotamento, na rodovia SP-191, via que liga São Manuel/Santa Maria da Serra. A Polícia Rodoviária não forneceu o nome e os dados do veículo. O condutor teve ferimentos leves.

Os estragos em vias de acesso à SP-300 ocorreram entre 3h e 6h quando a região recebeu o maior volume de chuva. No sentido Interior/Capital pouco antes do acesso para Unesp/Hospital das Clínicas, um barranco desmoronou e a pista ficou comprometida. Foi necessário o uso de máquinas da secretaria de Obra de Botucatu para a retirada da lama que se espalhou pela pista.

Do quilômetro 235 ao 238, Botucatu/Anhembi, a rodovia Marechal Rondon teve vários pontos com pequenos desmoronamentos. No quilômetro 238, uma ponte teve sua lateral comprometida por uma rachadura. No quilômetro 235, uma outra ponte sofreu danos e a água carregou parte do asfalto.

Uma fissura em uma pedra próxima ao mirante, no quilômetro 238, estava sendo avaliada por engenheiros da concessionária, segundo informações da Polícia Rodoviária.

O sargento da Polícia Rodoviária da base de Botucatu, Raul Marcel, disse que os problemas começaram a ocorrer a partir das 3h com o desmoronamento de barrancos em alguns trechos. “A chuva provocou muita sujeira na pista e pontos de alagamentos que assustaram os motoristas. Como esse trecho tem menor fluxo de veículos, não houve registro de acidentes.”

Para o sargento se a chuva continuar, os problemas podem se agravar e alguns pontos poderão ser interditados. “Não há previsão de interdição. Na madrugada foi interditado o trecho entre os quilômetros 237 ao 238 ao redor da serra para evitar que o desmoronamento pudesse afetar algum veículo. Por volta das 10h quando a chuva acalmou, a pista adicional foi liberada.”

Segundo a concessionária, com a queda de barreira na faixa adicional, sentido oeste, equipes trabalharam para limpar o trecho e liberá-lo o mais rápido possível.

Também foi registrado interdição do acostamento do acesso 251, no sentido leste, por conta de queda de barreira, sem comprometimento do tráfego. As equipes limparam a via ainda ontem de manhã.

Houve também alagamento no km 231 no sentido leste com operação “siga e pare”, o que evitou a lentidão de deslocamento. A via foi liberada para o tráfego.

Área urbana

Em Botucatu, o córrego Lavapés e seus afluentes não suportaram a quantidade de água e transbordaram. O trevo conhecido como trevo do Sesi teve que ser interditado até as 10h para limpeza. Sob o viaduto, que separa a rodovia da Cohab, a água chegou a atingir um metro de altura, durante a madrugada. Um coletivo tentou atravessar e ficou encalhado. Por sorte ele não transportava usuários.

Para o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Botucatu, Ricardo Chairelli, não houve uma chuva torrencial na cidade, mas uma chuva uniforme desde domingo. “Não dá tempo de escoar a água e secar o solo, por isso ocorrem os desmoronamentos e as quedas de barreiras”.