O desaparecimento da bauruense Adriana Melanda, 33 anos, que ontem completou sete dias, continua um mistério. A Polícia Civil segue as investigações em sigilo, mas o JC apurou que o período de cerca de duas horas, entre o último telefonema que fez ao marido, por volta das 18h20, e o horário que Vander Pedroso Cuba diz ter comprado o carro dela em Bauru, entre 19h30 e 20h do mesmo dia, é chave para esclarecer o caso.
Se a versão de Cuba for verdadeira, o carro de Adriana foi negociado com muita rapidez. Na sexta-feira passada, quando foi preso preventivamente porque estava com o Fiesta e o celular de Adriana, em depoimento ao delegado Silberto Sevilha Martins, adjunto do 1.º Distrito Policial, ele disse que havia adquirido o carro de uma pessoa que o abordou na rua.
Porém, Cuba disse que nada sabia de Adriana. Acredita-se que a Polícia Civil esteja checando a veracidade do que ele disse e tentando localizar o suposto vendedor do carro. O marido de Adriana, Paulo da Silva Dias, que procurou a polícia para informar o desaparecimento da mulher, disse que, por telefone, no final da quarta-feira passada, ela informou que estava retornando de Marília para Bauru.
Tanto ele quanto ela são funcionários do Banco Ford, com a função de visitar as concessionárias da região. Dias disse à polícia que ambos combinaram de se encontrar para jantar e ir ao cinema, mas Adriana não apareceu nem atendeu aos telefonemas.
No dia seguinte, quinta-feira, Silberto começou a trabalhar no caso, primeiramente suspeitando de seqüestro. Porém a família não recebeu pedido de resgate. Na sexta-feira a Polícia Militar recebeu informação de que uma mulher vítima de roubo havia sido deixada amarrada numa árvore às margens de uma estrada vicinal entre Duartina e Ubirajara.
Buscas foram feitas na região, inclusive com ajuda helicóptero Águia, em outros locais de Bauru e nenhuma pista de Adriana foi encontrada. A Polícia Civil, que já investigava o caso, descobriu que o carro e o celular dela estavam com Cuba, morador do Núcleo Gasparini. Ele foi preso temporariamente por 30 dias e disse que o celular estava dentro do carro quando comprou. Coincidentemente, a carteira da mulher foi localizada, com documentos, próximo ao Gasparini.
O JC apurou que não foram feitos saques na conta de Adriana. Como não houve pedido de resgate, a hipótese de seqüestro está praticamente descartada. Mas há, ainda, a possibilidade de crime passional e até desaparecimento voluntário. O JC apurou que a Polícia Civil não descarta o envolvimento de pessoas próximas a ela.