A família de Vander Pedroso Cuba, 28 anos, que desde sexta-feira está preso temporariamente na cadeia de Duartina por estar com o carro e celular de Adriana Melanda, que está desaparecida, procurou a Corregedoria da Polícia Civil em Bauru ontem para denunciar que ele foi agredido anteontem. De acordo com o advogado Ricardo Soubhie, coordenador da Subcomissão de Assuntos Carcerários da Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que acompanhou a família, pelo relato dos familiares, ele foi torturado.
“Ele tem manchas do lado esquerdo do corpo. Está com rosto, pescoço e olho machucados. Tem corte no supercílio. Ele disse que apanhou de policiais civis de Bauru ontem (anteontem). Precisou ir para hospital em Duartina, foi medicado e liberado. Agora vamos tomar o depoimento dele, dos familiares, juntar documentos e instaurar processo investigatório”, afirma.
O delegado corregedor Abel Cortez, que ouviu a reclamação da família, informou que abriu processo investigatório. Ainda ontem ele solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru novo exame de corpo delito para esclarecer se Cuba foi agredido. “Vamos apurar o que ocorreu”, disse. Anteontem foram feitos dois exames de corpo de delito em Duartina, que não apontaram agressões.
A família de Cuba também procurou o vereador Roque Ferreira, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Bauru, e relatou que ele fora agredido por policiais civis. “Os policiais teriam tirado ele da cadeia e devolvido depois com hematomas. Como os procedimentos para apuração do caso já foram adotados, a Comissão de Direitos Humanos vai acompanhar este processo. Também podemos ir a Duartina ouvi-lo e, se precisar, fazer a denúncia à Ouvidoria”, explica.