São Paulo - O exame de DNA feito a partir da nova amostra de material genético de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá - acusados de matar a filha dele, Isabella Nardoni, 5 anos, - comprovou que o sangue armazenado pelo Instituto de Criminalística (IC) é, de fato, do casal. O resultado foi confirmado ontem pelo Ministério Público de São Paulo.
O exame foi realizado a pedido da defesa dos acusados, que argumentava que o sangue armazenado no IC - e que foi utilizado para gerar grande parte das provas durante as investigações - não era do casal.
“Todas as provas da acusação foram geradas com base nesse material (o sangue do casal). Mas eu tenho um documento assinado pelos dois (Alexandre e Anna Carolina) afirmando que não foi retirado sangue na época”, afirmou o advogado Roberto Podval no mês passado. A reportagem ainda não conseguiu localizar o advogado ontem para comentar os resultados.
O promotor Francisco Cembranelli informou, na ocasião da coleta do novo material genético, que o resultado não muda o andamento do processo pois a contraprova não deverá ser usada pela acusação. “Essa é uma tentativa da defesa de encontrar alguma falha que desqualifique o trabalho da perícia e da acusação”, afirmou.
O material genético de Nardoni e Jatobá foi coletado no início de novembro por peritos do Instituto Médico Legal (IML), acompanhados da defesa e da Promotoria, nos presídios feminino e masculino de Tremembé (a 147 km de São Paulo), onde eles estão presos.