Santiago - Os candidatos à presidência do Chile saíram em busca do voto das minorias sexuais em um reflexo da concorrida disputa para a eleição de domingo, mas também de uma mudança cultural em um país que quer se livrar da fama de conservador.
O Chile, onde até pouco tempo atrás não existia lei de divórcio, agora tem um espaço nos canais de televisão para a propaganda eleitoral em que a participação de casais homossexuais roubou a cena.
Há quatro anos, a campanha da atual presidente, Michelle Bachelet, atreveu-se a incorporar homossexuais, mas foi agora que a mensagem cruzou todo o espectro político.
Embora os dois candidatos católicos tenham declarado que o casamento é a união entre um homem e uma mulher, ambos se mostraram dispostos a regulamentar as uniões de pessoas do mesmo sexo nas questões de herança e dos benefícios de saúde.
As sondagens apontam como favorito o empresário e líder da oposição de centro-direita Sebastián Piñera, que possivelmente disputará o segundo turno com o ex-presidente Eduardo Frei.