09 de julho de 2026
Esportes

Basquete: Guerrinha confia em reação do time

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

“Estamos nos fortalecendo na dor. Com certeza, a gente vê bem quem é uma equipe, quem é uma pessoa, o seu caráter, o seu lado de estrutura profissional quando está perdendo e quando está em baixa. Teoricamente, estamos em baixa, mas eu confio no trabalho nosso, na equipe, na nossa torcida.” As palavras são do técnico Guerrinha, que reitera sua confiança na reação do GRSA/Itabom no playoff das quartas-de-final do Campeonato Paulista contra Assis. A equipe bauruense vem de uma seqüência de seis resultados negativos, mas o treinador aposta na continuidade do trabalho para o time virar a página e seguir forte na briga pelo título Estadual. “Todo mundo está vendo que não está faltando vontade, trabalho. É uma coisa que agora mesmo encaixa e vai. O duro é quando você perde alguns jogos como perdemos em Franca (pelo Novo Basquete Brasil), porque aí você fica sem referência. Levar 20 pontos, jogando todo mundo mal”, compara. Guerrinha não vê o Bauru abalado psicologicamente e aponta as correções que são necessárias para sair vitorioso da série melhor-de-cinco. “Essas cinco ou seis derrotas não refletem o trabalho nosso. Poderíamos ter ganho cinco jogos e estar no mesmo trabalho. Estamos conscientes e cientes de como nós perdemos. Tivemos falhas? Tivemos. Precisamos corrigir. Precisamos saber como finalizar o jogo, principalmente fora de casa. Aqui, perdemos também não finalizando o jogo bem, mas diante de equipes com potencial bem maior, que é o caso de Franca, Brasília e Minas. Mas não tem nada que dê para falar que o time esteja psicologicamente abatido”, considera.

Guerrinha lembra que os playoffs são um campeonato diferente e não acredita que o GRSA/Itabom esteja em desvantagem em relação a Assis. “A gente tem experiência de playoff. Você ganha um jogo por 20 pontos de diferença, acha que tudo está bem e no outro jogo você perde de 15. A situação é essa agora. Não temos nada inferior a Assis no momento. Eles têm o NBB, em que conseguiram duas vitórias lá (Espírito Santo) e nós não conseguimos. Fora isso, o que eles têm mais que a gente? Nada. Na temporada, num todo, fomos melhor que Assis e com um time inferior (ao atual). Sem o Jeff e com problemas de contusão”, analisa. “É lógico que estão usando este lado psicológico, emocional, mas estamos acostumados, estamos trabalhando e sabemos que, se for para ser para a gente, vai ser. Por mérito e trabalho nossos. Não vamos entrar nessa de que está muito bem ou muito mal”, acrescenta.

De acordo com Guerrinha, a palavra-chave para o duelo é equilíbrio. O técnico entende ainda que o fato da Federação Paulista de Basquete ter mudado o primeiro jogo para Assis prejudicou Bauru, mas o GRSA/Itabom pode até mesmo tirar proveito da situação. “A gente sabe que existe um equilíbrio muito grande, acho que este fator quadra, esta mudança de regulamento, favoreceu Assis. Mas vamos reverter isso a nosso favor, porque se conseguirmos esta primeira vitória lá, vamos ter uma vantagem muito grande de fechar em casa. Vai depender da gente. É mais difícil? É. Mas temos totais condições de ganhar lá, como eles têm aqui. O normal é cada um ganhar na sua casa, mas estamos trabalhando, se fortalecendo”, observa.

Apesar de confiar em um bom jogo em Assis, a mudança de local da abertura dos playoffs – a princípio, Bauru faria os dois primeiros jogos em casa – foi criticada por Guerrinha, já que FPB “rasgou” o regulamento. “A gente entende o seguinte: regulamento é uma coisa que você faz para cumprir. A gente discute o campeonato no começo, não discute no final. Por mais que alguém alegue que tem interesse da TV, qual a diferença falar que é dois aqui ou dois ali? Cada um explica da sua forma. Agora, pedir uma reunião para mudar regulamento! Eu acho que regulamento é para ser cumprido, eu penso assim, cada um pensa do seu jeito e a gente vai vendo para frente quem tem razão”, conclui.