09 de julho de 2026
Nacional

Celular está nas mãos de uma em cada quatro pessoas de baixa renda

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Rio - A tríade crédito-renda-competição das empresas levou 30 milhões de brasileiros a adquirir, pela primeira vez entre 2005 e 2008, o celular para uso pessoal. Agora, são 86 milhões de brasileiros que têm sua linha individual, um aumento de 53,6% em relação aos 56 milhões que tinham seus aparelhos há quatro anos.

Assim como no uso da Internet, a Pnad detectou o maior salto em termos proporcionais entre os grupos de baixa renda. Entre pessoas com renda familiar per capita entre zero e um quarto de salário mínimo, 11% tinham celular em 2005; agora, um em cada quatro tem o aparelhinho. No grupo de meio a um salário mínimo, eram 32%; em 2008, passaram para 47,9%. Como prova de que o celular desceu na pirâmide social, em 2005, a renda dos que não tinham celular correspondia a 44,9% dos que tinham. Em 2008, caiu para 38,7%.

Outra mostra de como o aparelho popularizou-se: o grupo profissional em que mais aumentou o percentual de “com celulares” é o de serviços domésticos - de 30% para 53,7%. “São pessoas como domésticas e diaristas que dependem do celular para procurar emprego”, afirma Cimar Azeredo, um dos responsáveis pela Pnad.

Outro motor da popularização é a competição entre as operadoras, já que, na maior parte do País, quatro disputam cliente por cliente. Em São Paulo, a Oi chegou há um ano, com promoções agressivas para tirar mercado das concorrentes como a Telefônica, a Claro e a TIM.

A empregada doméstica Valdelúcia Silva, 40 anos, tem três telefones celular. Todos com planos pré-pagos. “Aproveito a promoção de cada operadora. De um número eu posso ligar para interurbano. Do outro eu ligo para minha irmã, que tem um celular da mesma operadora, e do outro eu ligo para casa”, disse ela, cuja renda mensal não ultrapassa R$ 600,00.

Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul são campeões de uso de celulares, com penetração de 75,6%, 67,7% e 63,7%, respectivamente. Recordistas do “caladão” são Maranhão, com apenas 28% da população com celular, Piauí (32,5%), e Bahia (39,8%).

Crianças e jovens

Dos 86 milhões de donos de linha de celulares no País, quase 12%, ou 10 milhões, são menores de 18 anos. Desses, 4,9 milhões são meninos e meninas com idades inferiores a 14 anos.

Do total de 28,4% dos brasileiros entre 10 e 14 anos, 28,4%, ou 1,4 milhão, têm seu aparelhinho pessoal. Na faixa imediatamente superior, de 15 a 17 anos, quase metade dos brasileiros, ou 2,5 milhões, levam o celular consigo.

Vaidade das jovens ou zelo maior dos pais, curioso é que as meninas e moças têm mais celular do que os meninos e rapazes da mesma faixa etária. As meninas menores, até 14 anos -2,9 milhões de pessoas- carregam 6,5% dos celulares nas mãos de pessoas do sexo feminino no País. Os meninos na mesma faixa, 2,1 milhões, portam 5% dos celulares em uso por pessoas do sexo masculino.

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Internet é acessada mais em lan house do que no trabalho

Rio - Cerca de 60% dos estudantes brasileiros já têm acesso à Internet. O índice é bem melhor que há três anos, quando só 35,7% estavam conectados à rede. A pesquisa do IBGE mostra que as lan houses e residências superam locais de trabalho no acesso à web no Brasil, devido ao aumento de renda. Segundo o estudo, em 2008, os acessos foram feitos, principalmente, de casa (57%), das lan houses (35,2%) e do trabalho (31%).

Em 2008, 47,5% das 56 milhões de pessoas que se conectaram à web disseram ter acessado a rede em mais de um local. Em 2005, o ambiente doméstico já estava em primeiro lugar no acesso à web, mas o local de trabalho estava na segunda posição do ranking, seguido pelas lan houses.

O levantamento aponta também que a dependência do computador na escola caiu: de 25% dos acessos para 17%; do trabalho, de 40% para 31%. Já 80% dos acessos à Internet de casa são por meio de banda larga - o dobro do que se verificava em 2005.

O estudo faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008. O levantamento informou que 56 milhões de usuários de Internet com 10 anos ou mais tiveram acesso à web durante o período de três meses anteriores à pesquisa.