09 de julho de 2026
Política

Bauruenses vencem eleição da Adpesp


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A chapa Nova, com o slogan “Renovação – Eu acredito”, tendo como presidente a delegada Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, de Bauru, venceu da eleição da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), finalizada anteontem. O grupo tem outros três bauruenses e alcançou fatos inéditos: pela primeira vez a associação será presidida por uma mulher e terá representantes do Interior.

Marilda, que é delegada assistente do 4º Distrito Policial, diz estar bastante satisfeita com o resultado. “As três chapas eram compostas por colegas bastante valiosos, que querem alcançar os mesmos objetivos e desejam o melhor, tanto para os delegados de polícia, quanto para a Polícia Civil”, informa. “Estou surpresa sim, por ser mulher, do Interior. Foram vários paradigmas que tivemos que superar”, acrescenta.

A delegada recebeu 681 votos dos 1.881 válidos, o que equivale a 35,6%. O segundo colocado, André Dahmer, contabilizou 623 votos e o terceiro, Orlando Miranda Ferreira, 577. O 1º vice-presidente eleito foi Sérgio Marques Roque, da chapa Rumo Certo, com 620 votos, derrubando Décio Bailão da Silva e Luiz Alberto de Souza Ferreira. Levino Manoel Ribeiro, também da Rumo Certo, é o 2º vice-presidente. Ele venceu Carlos Creppe Junior e Paulo Sérgio Lew, com 645 votos.

A chapa Nova é composta, ainda, pelos também bauruenses Abel Fernando Paes Barros Cortez, como tesoureiro geral, Edson Cardia, como orador, e Rejani Tiritan, no Conselho de Ética. Alan Bazalha Lopes, de Franca, secretário geral e Saulo de Carvalho Palhares Beira, de Fernandópolis, diretor jurídico, completam a diretoria executiva, cuja gestão será no biênio 2010/2011.

Dentre as metas apresentadas pela chapa do Interior estão a profissionalização e aperfeiçoamento do trabalho desenvolvido pela Adpesp, criação do Conselho dos Aposentados e Pensionistas, de serviço de assessoria aos associados e de um departamento de comunicação. “Elencamos 16 questões principais, mas existem outras. O número não foi escolhido à-toa. Ele representa a simbologia da luta, da defesa de classes e refere ao dia 16 de outubro, quando policiais militares e civis entraram em confronto em São Paulo”, disse Marilda, em entrevista na semana passada, sobre confronto durante a greve da categoria em 2008.