• PCdoB, Majô e Rodrigo
Uma carta assinada por Hobert dos Santos, presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), tenta defender a secretária da Educação, Majô Jandreice, de uma virtual campanha para tirá-la do cargo. A nota, na tribuna do leitor da pág. 26, diz que a crise é fabricada dentro da prefeitura, sob olhar complacente do prefeito. Rodrigo considerou a manifestação infeliz e informa que mandou cancelar tentativas de compras da Secretaria da Educação porque eram duvidosas e foram rejeitadas por técnicos em licitações.
• “Teoria da conspiração”
Os autores da carta lançam mão da surrada teoria da conspiração (idêntica às que José Sarney e José Roberto Arruda alegaram recentemente) para tentar livrar a barra da secretária da Educação, que teve várias e desastradas tentativas de compra sem licitação canceladas pela administração por suscitarem muitas dúvidas em preços, condições do contrato e formatos. Isso não é conspiração. São fatos, constatados e documentados.
• Olho no próprio umbigo
O PCdoB (ou parte dele) se mostra preocupado apenas em defender seu naco no poder, ao contrário de toda Bauru, que anda perplexa e preocupada com o bom andamento do governo e a aplicação correta do escasso dinheiro público, ou seja, de cada cidadão. Fica no ar a pergunta: não seria mais importante o PCdoB discutir com a sociedade o bom uso do dinheiro público ao invés de tentar direcionar a questão dos cancelamentos de compras como se fosse meramente uma disputa por poder?
• O outro lado da moeda
Já a outra parcela do PC do B na prefeitura, a secretária de Bem-Estar Social, Darlene Tendolo, vai muito bem. Os próprios integrantes do governo afirmam que ela não está freqüentando o noticiário político-investigativo porque faz, reconhecidamente, um bom trabalho e que se houvesse algo deliberado na administração e fora dela contra militantes do PC do B e seus espaços no poder Darlene também não seria poupada.
• O desabafo de Segalla
Ao defender o Contribuição de Iluminação Pública (CIP), na sessão extraordinária de ontem, o vereador José Roberto Segalla (DEM) disse que era absolutamente inútil falar aos vereadores da Casa. “O Sassá acaba de ser empossado para votar contra o projeto. Não adianta fazer das tripas coração para convencer da importância. As pessoas não querem ser convencidas”.
• Enquadrada no colega
Já o presidente da Casa, Pastor Luiz (PTB), criticou políticos que estariam, segundo ele, se aproveitando da questão do aeroporto. De acordo com o petebista, o Moussa Tobias está sendo objeto de “politicagem”. Fernando Mantovani (PSDB) havia acabado de falar sobre o aeroporto e o que havia feito recentemente sobre a operação por instrumentos do local. Para bom entendedor, meia palavra basta...
• CIP com apagão e tudo
A sessão teve de ser interrompida, às 12h, devido a um apagão de energia elétrica. Coincidentemente, foi logo após o projeto da CIP não ser votado. Os vereadores não perderam a piada: “Vocês viram no que deu não votar a CIP...”, indagavam alguns.