08 de julho de 2026
Nacional

O presidente responde


| Tempo de leitura: 3 min

Raimundo Nonato Portela, 57 anos, servidor público do Rio de Janeiro (RJ) Tenho orgulho de ser um servidor público, mas sei que há muita precariedade no atendimento dos contribuintes. Qual o plano de seu governo para a melhoria dos serviços públicos?

Presidente Lula - Em nosso governo, estamos profissionalizando a máquina pública. No ano passado, lançamos a Carta de Brasília da Gestão Pública para a implementação de uma agenda comum de iniciativas com os governos estaduais. Com os concursos públicos, tivemos um aumento no número de servidores, especialmente na Educação, o que é vital para a forte retomada do nosso desenvolvimento. Já substituímos mais de 70% dos trabalhadores terceirizados em situação irregular. A qualificação dos servidores também cresceu. Houve aumento de 26% no número de servidores civis com curso superior. Outras iniciativas apontam para a melhoria do atendimento ao público. É o caso do incremento do programa Saúde da Família, que hoje já atende quase 100 milhões de brasileiros. Boa parte dos resultados não vai aparecer da noite para o dia, mas nós já comemoramos muitas vitórias. Uma delas é em relação às aposentadorias. Depois de décadas de processos arrastados, de filas e humilhações, o cidadão agora consegue obter o benefício em apenas meia hora.

Jefiany Serradilha, 34 anos, estudante de psicologia de Cuiabá (MT) Onde o Brasil vai parar com as deficiências da educação? Isso não vai influenciar no profissional de amanhã?

Presidente Lula - A qualidade da educação nos preocupa tanto que lançamos, em 2007, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), com 40 ações. Entre elas, cito a ampliação do acesso dos professores à formação continuada, a instalação de laboratórios de informática em escolas rurais e as melhorias no transporte escolar. Os recursos para a educação básica foram multiplicados por dez. Graças a isso pudemos fixar piso salarial de R$ 950,00 para os professores da rede pública. As metas do PDE estão sendo alcançadas. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica saltou de 3,8, em 2005, para 4,2, em 2007. Outros indicadores nos deixam muito animados: o analfabetismo na faixa de 15 a 17 anos caiu de 8,2%, em 1992, para 1,7%, em 2008; os jovens entre 15 e 24 anos aumentaram a média de anos de estudos, de 6,8, em 1998, para 8,7, em 2008. Para ampliar a oferta de vagas, estamos construindo 14 novas universidades, 104 extensões universitárias, fornecemos os meios para 596 mil jovens carentes cursarem universidades particulares e estamos construindo mais 214 escolas técnicas em todo o país.

José Suliênio Lima, 46 anos, administrador de empresas de Goiânia (GO) Quando vão ser enviados grandes contingentes de militares para proteger a Amazônia? Traficantes, madeireiros, grileiros estão dominando tudo, enquanto os militares estão aquartelados, somente fazendo cursos e mais cursos.

Presidente Lula - A imagem de uma Amazônia abandonada não corresponde à realidade. Nós lançamos, em 2008, o programa Amazônia Protegida, que vai mais do que dobrar o número de pelotões de fronteira do Exército. Hoje, são 21 e entre 2010 e 2018 será investido R$ 1 bilhão para a criação de mais 28 pelotões. Vamos instalar pelo menos uma unidade em cada área indígena para mostrar que as reservas não tornam nossas fronteiras mais frágeis. A Marinha vai aumentar de um para três o número de Batalhões de Operações Ribeirinhas e vai instalar 34 unidades em toda a região. Também está prevista a autorização para que a Força Aérea e a Marinha possam atuar no combate aos crimes transfronteiriços e ambientais. Só o Exército tinha esse poder. Mas a principal função dos pelotões, em grupos de 60 militares por unidade, é o monitoramento, com o deslocamento de Brigadas de Ação Rápida, quando necessário. Para essas operações, estamos investindo cada vez mais em helicópteros, satélites, aviões cargueiros e radares.

Perguntas para o presidente Lula devem ser enviadas para o e-mail edichefe@jcnet.com.br com nome completo, endereço, profissão e CPF ou RG