Boracéia - A navegação no rio Tietê próximo à eclusa de Boracéia (41 quilômetros de Bauru) foi liberada ontem por volta das 14h30 com a retirada do barco-rebocador por uma empresa especializada contratada pela usina Diamante da Cosan de Jaú. A Capitania dos Portos de Barra Bonita chegou a suspender a navegação por 49 horas, depois que a embarcação de 40 toneladas virou no sábado, após a eclusa. Duas pessoas morreram no acidente e três conseguiram escapar com vida.
A causa do acidente será apurada em Inquérito de Acidentes e Fatos (IAFN) pela Capitania dos Portos. A perícia colheu dados, serão ouvidas testemunhas e os sobreviventes do acidente. A investigação tem prazo de 90 dias para concluir os trabalhos.
A embarcação viajava vazia para Porto Floresta, na região de Ibitinga, no sábado quando por volta das 14h sofreu o acidente. Segundo testemunhas, a forte vazão da água teria sido a causa do acidente. As comportas da hidrelétrica estavam parcialmente abertas na hora que a embarcação virou. Só após a apuração será possível saber o que motivou o acidente. Também será apurado se houve falha na manobra da embarcação.
O capitão da Capitania dos Portos Fluvial Tietê-Paraná, Marco Antonio Dutra Janino, explicou ontem que a interdição foi necessária, porque a embarcação obstruia a passagem após a eclusa, mas após a retirada do rebocador e sua remoção para o terminal de Barreiro, a navegação foi retomada ainda ontem à tarde.
No acidente morreram os marinheiros Paulo Roberto Munhoz, 37 anos, e Evaristo José Paulino, 37 anos. Os corpos foram encontrados no domingo por volta do meio-dia num compartimento da embarcação que ficou debaixo d’água e foram enterrados anteontem na Barra Bonita.
Segundo a Capitania, esse tipo de acidente não é comum na hidrovia. Já ocorreram colisões de embarcações contra o muro-guia das eclusas, mas sem grandes danos e nem paralisação no tráfego dos navios na hidrovia. A Cosan informou que lamentou a morte dos dois marinheiros.