O corpo da mulher encontrado enterrado em Quirilândia, bairro da zona rural de Bauru no último dia 14 e que a Polícia Civil acredita ser o da representante comercial Adriana Melanda, desaparecida desde o dia 2 deste mês, foi enterrado ontem à tarde como pessoa de identidade desconhecida. Apesar da família reconhecer como de Adriana o sutiã, os sapatos e demais roupas encontradas ao lado do corpo, a identificação visual não foi possível.
O corpo estava em adiantado estado de decomposição. Foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML), onde estava até ontem para realização de exames, como da arcada dentária, e coleta de amostras de sangue e tecidos para realização de teste de DNA visando a identificação da vítima. Como o IML informou que todos os exames solicitados foram feitos e amostras de material já haviam sido coletadas, o delegado Silberto Sevilha Martins, do 1.º Distrito Policial, que apura o caso, autorizou o sepultamento.
O corpo foi enterrado, com uma plaqueta contendo um número, no Cemitério do Jardim do Ypê, por volta das 14h30 de ontem. Cerca de 50 pessoas entre familiares de Adriana e colegas de trabalho - ela era funcionária do Banco Ford - participaram da cerimônia apesar de ainda não haver certeza jurídica de que o corpo seja mesmo da mulher desaparecida. A expectativa é que a comparação da arcada dentária do corpo com radiografias da arcada dentária de Adriana comprove a identidade dela.
Também foi enviada para São Paulo amostra de sangue retirada do corpo para realização de exame de DNA, porém os resultados de ambos ainda não saíram. O prazo é de um mês. Também ainda não foi divulgado o laudo da causa da morte da mulher. A informação deve ser importante para esclarecer o caso. Na ocasião em que o corpo foi encontrado, Silberto disse acreditar que a mulher tenha sido morta por estrangulamento e que, como o corpo estava seminu, que também tenha sido estuprada.
O delegado disse ao JC ontem que, comprovando-se que o corpo realmente é o de Adriana, será feita retificação de atestado de óbito e a família poderá remover os restos mortais para outra sepultura, se quiser. A investigação do desaparecimento de Adriana continua sob sigilo. Porém, Vander Pedroso Cuba, que foi encontrado com o carro e o celular de Adriana dois dias depois que ela desapareceu e que disse que comprou o veículo de uma terceira pessoa, continua preso.
O último contato de Adriana com o marido, Paulo da Silva Dias, foi por volta das 18h30 do dia 2. Por telefone, ela disse a ele, segundo relatou à polícia, que estava voltando de Marília, onde havia ido visitar uma concessionária, para Bauru. Eles combinaram de se encontrar para jantar e ir ao cinema, mas ela não mais apareceu. Dois dias depois, o carro que ela usava, um Fiesta ano 2009, em nome do Banco Ford, foi localizado com Cuba.
Ele disse que havia comprado o veículo de uma outra pessoa, de quem informou apenas o primeiro nome, numa rua da Bela Vista. E que o celular estava dentro. Ele disse que pagou R$ 800,00 e assumiria o financiamento. Como a investigação está sob sigilo, Silberto não comenta mais o caso.
Anteriormente, ele informou que apesar do rapaz estar preso, as investigações continuavam porque havia indícios da participação de mais pessoas no caso. A prisão temporária de Cuba, de 30 dias, vence no próximo dia 4.