Embora Adriana Melanda e Fernanda Tripodi sejam mulheres jovens, que vivem em Bauru e tenham desaparecido após saírem sozinhas com seus veículos, os dois casos têm mais diferenças que semelhanças, segundo os três delegados ouvidos pelo JC - Silberto Sevilha Martins, que investiga o desaparecimento de Adriana, Roberto Terraz e Ricardo Dias, que apuram o sumiço de Fernanda Tripodi. Eles não vêem relação entre os dois casos, a não ser uma infeliz coincidência de que duas mulheres desapareceram, com seus carros, em um período relativamente curto.
Não há indício nenhum, afirmam, de que os responsáveis pelos desaparecimentos sejam os mesmos. Aliás, frisam, nem o motivo de ambos desaparecimentos estão esclarecidos. Portanto, uma tese de um ou mais ladrão estar atacando mulheres em seus carros não tem nenhuma fundamentação, pelo menos até agora. E não há motivo, frisam os delegados, para temor da população.
Além disso, há várias diferenças entre os casos. O carro de Adriana, encontrado com Vander Cuba, não apresentava nenhum vestígio de violência e também não continha nenhum objeto pessoal da mulher como bolsa, roupas ou carteira. Já no caso de Fernanda, o carro foi encontrado estacionado em aparente estado de abandono, com sangue no porta-malas e diversos objetos da vítima.
O último contato de Adriana aconteceu no dia 2 de dezembro, por volta das 18h30, por telefone celular quando ela disse ao marido que voltava de Marília para Bauru. Fernanda foi vista pelo marido pela última vez no dia 17 de dezembro, por volta das 15h30 quando avisou que iria depositar dinheiro em dois bancos e depois faria compras. Não há informação de que Adriana estaria com uma quantia significativa de dinheiro. Já Fernanda saiu de casa com mais de R$ 4 mil.