08 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de pescador: Rio Doce


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Certo dia, eu, o Pedrinho, o meu avô Mauro e o meu pai, João, fomos a um rancho próximo a um rio que se chamava Rio Doce. Iríamos ficar quatro dias, de sexta feira até terça feira. No primeiro dia, o rio não estava para peixe. Não pegamos nem resfriado. Ficamos no barco com três varas de espera e todos segurando uma vara. A cada três minutos tínhamos que trocar a isca. Depois eu e meu pai fomos a uma ponte, onde pegamos muito peixe enrosco. Ainda no primeiro dia de noite, vestimos um botão e tentamos pegar uma pirambóia. Ela fugiu bem no momento que colocamos a mão nela. No segundo dia, pegamos alguns camarões de água doce na peneira e alguns minilambaris. Soltamos os minilambaris e ficamos com os camarões. Partimos pra cima de um peixe grande, pulando no canto do rio, onde passamos o final da tarde e até mais ou menos umas 8 horas da noite. No outro dia, passamos duas horas, quando pegamos o camarão lá vimos um cara que pegou uma pirambóia de 2 quilos mais ou menos. Também pegamos um pacu pequeno e soltamos para esperar crescer. No final do dia, voltamos e a aquela traíra só tirava a isca, beliscando de pouco em pouco os camarões. Até que ficamos nervosos enquanto ele beliscava os camarões e pegamos o bicho de 30 quilos no mínimo. Pena que não tínhamos câmera fotográfica, senão registraríamos esse momento. Voltamos no domingo porque o rio não estava para peixe mesmo. No final, comemos até nos encher.

Jiovane Martins é pescador e contador de histórias.