A Defesa Civil do Estado conta com o respaldo técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto Geológico (IG) para prevenir e combater enchentes nos 645 municípios paulistas.
Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento, o Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem), financia serviços especializados do IPT para obtenção de pareceres técnicos em cidades de pequeno e médio porte. Os temas são planejamento territorial, obras de infraestrutura pública, recursos hídricos e habitação.
Entre janeiro e dezembro de 2009, a pasta contabilizou 21 ordens de serviço para apontar diagnósticos de erosões, contaminação de solo, assoreamentos, enchentes e análises estruturais de edificações, entre outras situações.
Foram assinados convênios com os municípios de Aparecida, Águas da Prata, Bananal, Bauru, Bofete, Brotas, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Cedral, Cerqueira César, Conchas, Jales, Lindóia, Novo Horizonte, Piquete, Ribeirão Pires, São Lourenço da Serra, São Luís do Paraitinga, São Vicente, Tambaú e Tremembé. No total, foi disponibilizado R$ 1,5 milhão em investimentos do Patem para 2009. O programa existe desde 89.
Já o Instituto Geológico é um órgão da Secretaria do Meio Ambiente. Faz pesquisas, cria instrumentos institucionais e tecnologias na gestão de desastres naturais e debate questões como a influência do clima, mudanças globais e elevação do nível do mar nesses fenômenos. O IG funciona há 20 anos e tem atuação sistemática na área.
Estatística
Segundo os dados oficiais, dos 1.861 acidentes registrados em vistorias e atendimentos pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil no período de 2000 a 2008, 367 referem-se a deslizamentos de terra, 944 a inundações, transbordamentos e alagamentos, 65 a raios e 485 a ocorrências diversas, como chuvas fortes, vendavais, desabamentos de casas e muros.
Dados levantados em 2008 mostram que apenas 101 municípios (23%) dispunham de um ou mais instrumentos de gestão de riscos, como planos preventivos para casos de deslizamentos de terra, existentes em 68 municípios; mapeamentos de áreas de riscos, elaborados em 86 municípios; e planos de redução de riscos, criados em 11 municípios.