09 de julho de 2026
Bairros

Milenar, vinho pode ser fonte de saúde

Wanessa Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Tomar um cálice de vinho antes das refeições é um hábito que faz parte da rotina de muitas pessoas. A novidade é que o costume pode trazer diversos benefícios à saúde, que vão desde proteção ao coração à hidratação.

De acordo com o nutrólogo Hilton Coimbra Borgo, se tomado com moderação, o vinho estimula a produção do bom colesterol, aumenta os níveis de ferro e melhora a absorção de minerais.

“A quantidade ideal é 100 ml por dia para as mulheres e 200 ml por dia para os homens. O consumo do vinho nestas proporções é saudável em muitos sentidos. Para os vegetarianos, por exemplo, a bebida estimula a absorção de minerais, que fica deficiente pelo não-consumo da carne. Já para os anêmicos, a bebida é importante por ser fonte de ferro”, explica.

Outra novidade é que o vinho foi considerado por cientistas como sendo a melhor bebida para repor líquidos. “Na década de 90 várias pesquisas foram feitas em torno da capacidade de hidratação das bebidas. Vários líquidos foram analisados, que incluíam desde a água de coco até a cerveja. Foi descoberto que o vinho é o que melhor faz esta função e esse desempenho aumenta se intercalado com água”, conta Borgo.

E quando o quesito é saúde, o vinho tinto se destaca por apresentar um componente exclusivo, responsável por aumentar a proteção cardíaca. “Os vinhos tintos contam com a presença de uma substância chamada revestarol, que dissipa as plaquetas que entopem as artérias e provocam coágulos. Eles também apresentam compostos fenóicos, que são antioxidantes extremamente ativos”, destaca Borgo.

Dentre os elementos positivos apontados pelo nutrólogo, a surpresa maior fica por conta dos benefícios do álcool, cuja presença, segundo ele, estimula a produção do bom colesterol (HDL), poderoso protetor contra doenças cardiovasculares.

“Outras bebidas com álcool têm esta mesma função, mas não apresentam tantos benefícios quanto o vinho. Se a pessoa consumir cerveja, por exemplo, terá a proteção conferida pela presença do álcool, mas, em contrapartida, estará ingerindo muito mais caloria. Já no caso dos destilados, o nível de álcool é muito maior, portanto deve ser ingerido em quantidade bem menor”, pondera.

Mas quando o assunto é álcool, é necessária atenção para não ultrapassar o tênue limiar que separa o consumo recomendado do excesso. “O álcool em quantidade exagerada causa hepatite crônica, perda da capacidade cerebral, cirrose e até mesmo a morte”, alerta Borgo.