Iacri - O produtor Eduardo Dantas, um dos herdeiros da fazenda Santa Rosa, em Iacri na região de Marília, invadida domingo por integrantes do Movimento dos Trablhadores Rurais dos Sem Terra (MST), disse ontem que as terras são produtivas. Segundo ele, o laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) atestando a improdutividade da área levou em conta um tamanho que a fazenda não tem. “A área escriturada é de aproximadamente 1.735 hectares, e não de 4 mil hectares, como quer o Incra.” Além disso, a vistoria deu-se após a morte do fazendeiro Eduardo da Silva Marques ocorrida em abril deste ano. “Em decorrência do processo de inventário na Justiça, algumas atividades tiveram de ser paralisadas.”
A fazenda é tradicional produtora de gado na região e possui áreas arrendadas para cultivos de cana-de-açúcar, milho e amendoim. A improdutividade alegada pelo Incra está sendo contestada na justiça. Os herdeiros entraram com pedido de retirada dos invasores, que ocupam a entrada da fazenda - os barracos foram montados numa área municipal para evitar que se caracterize a invasão. Uma lei federal impede a desapropriação de áreas invadidas. O grupo é ligado a José Rainha Júnior, líder do MST da Base, considerado uma dissidência do MST nacional. O Incra informou ontem que a Santa Rosa foi considerada improdutiva, após processo formal de vistoria, e deve ser objeto de desapropriação para a reforma agrária. Como o setor de cadastro só retorna em janeiro, o órgão não confirmou o tamanho da fazenda.