À medida que vamos compreendendo os desígnios de Deus, vamos compreendendo melhor a vida e a nossa verdadeira missão sobre a Terra e a morte não será tão temida. A morte biológica não pode ser vista como castigo divino e nem tampouco como sendo o fim de tudo e sim apenas mudança de dimensão.
O objetivo não é apresentar um balanço referente àqueles que deixaram esse plano de vida, não é essa intenção e sim um registro, um reconhecimento de personagens bauruenses que se destacaram pelo seu caráter, por suas virtudes, por suas dedicações, cujo trabalho angariou afeto, carinho, admiração e respeito. Eles se libertaram das algemas de carne e ossos: o arquiteto e vereador Jurandyr Bueno Filho, em 6/2/09; dono de culinária italiana José Roberto Pópolo, em 15/3/09; Carlito Boiadeiro: Carlos Guilherme, em 3/4/09; radialista Ari Gomes, em 4/4/09; monsenhor Ivo, em 4/4/09; deputado federal João Herrmann, em 12/4/09; pedreiro Antonio dos Santos, em 15/4/09; bombeiros Wesley Ferreira e Mateus Bercke, em 15/4/09; pai do Alfredão, engenheiro Oquendo Lopes, em 18/4/09; empresário Darci Bigheto, Hotel Vitória Régia, em abril/09; delegado de polícia, xerife JJ Cardia, em 27/4/09; engenheira ex-presidente do DAE, Nilcéia de Fátima Paes Lourenço; professor dentista dr. Heraldo Riehl, em 3/8/09; desportista, empresário, homem público Hilário Pereira Guedes, 13/9/09; investigadora de polícia Maria Helena Marini Fernandes, em 29/9/09; despachante Laureano: Roberto Willians Dias da Cunha, em 29/9/09; decorador, artista plástico, apresentador, figurinista, cantor carnavalesco Paulo Roberto Keller, em 13/10/09; professor universitário Janey Dacach, em 3/11/09; mago das finanças dr. Walter Comini, em 3/12/09; advogado Juarez Francisco da Silva, em 9/12/09.
Sobre a morte, encontraremos esclarecimentos precisos em uma obra de realçado valor da qual extraímos o trecho que segue:
A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidades, antes de encontrar o oceano eterno da sabedoria. Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de roupas nada tem a ver com as soluções profundas do destino e do ser. Uma existência é um ato. Um corpo, uma veste. Um século, um dia. Um serviço, uma experiência. Um triunfo, uma aquisição. Uma morte, um sopro renovador. De quantas existências, quantas mortes necessitamos ainda?
Diante do túmulo de Lázaro, Jesus não chorou, deu vida para quem havia morrido, disse: eu sou pão da vida, sou caminho, a verdade e a vida, tereis vida em abundância. No calvário, diante da morte prometeu ao ladrão não a morte e sim o reino de Deus. E ainda acrescentou: deixai os mortos enterrar seus próprios mortos. O missionário da luz norteou sua missão não preocupado com a morte, sim com higiene moral, renovação moral, perfeição moral do homem. A morte biológica pode ser considerada apenas o fim de um trapo velho e apodrecido à espera do caminhão de lixo que o transportaria para a última morada. Fica o nosso consolo, nossa ternura, nosso envolvimento, a nossa afeição aos seus entes queridos.
Francisco Macegoza