São Paulo - O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) divulgou na tarde de ontem o laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) sobre o acidente em um viaduto do trecho sul do Rodoanel, ocorrido no dia 13 de novembro.
Segundo o IPT, as vigas da obra foram travadas de maneira inadequada e provocaram um deslizamento. O DER afirma que “o surgimento de uma força horizontal não contida pelo travamento adotado” teve como conseqüência “o deslizamento e tombamento das vigas, causando sua ruptura”.
O laudo aponta três fatores para o deslizamento: falta de horizontalidade das superfícies das bases de apoio, insuficiência de atrito na interface das vigas com as bases de apoio e falta de travamento adequado das vigas.
Para a retomada da obra, o IPT recomenda adequações nos controles de nivelamento e assentamento das vigas sobre as bases de apoio. O processo deve garantir o atrito necessário para evitar deslizamentos, mas também foram recomendados sistemas de travamento provisórios das vigas.
Segundo a assessoria do DER, as obras serão retomadas com o acompanhamento do IPT. A apuração da responsabilidade do acidente será feita pela Dersa (empresa estatal que gerencia a obra) e pela Corregedoria Geral da Administração. De acordo com o DER, assim que os responsáveis forem identificados, as punições cabíveis serão aplicadas.
Por orientação da Polícia Rodoviária Federal, qualquer intervenção na rodovia Régis Bittencourt só poderá ser realizada após o dia 4 de janeiro, por conta das festas de final de ano, que aumentam o tráfego na estrada.
A empresa responsável pela obra, o consórcio Rodoanel Sul-5 Engenharia, que tem como sócias as empreiteiras OAS, Mendes Jr. e Carioca Engenharia, afirmou, em nota, que ainda não teve acesso ao laudo do IPT, e que não se manifestaria.