10 de julho de 2026
Internacional

Obama cita ‘falha sistêmica’ de segurança

Folhapress
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Nova York - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou ontem que a tentativa de ataque a um vôo americano na sexta-feira foi resultado de uma “falha sistêmica” na segurança do país e disse que pretende lidar com os problemas “imediatamente”.

Segundo Obama, as informações sobre Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, que tentou se explodir durante o vôo, não foram distribuídas entre as agências do governo de modo a incluir o nome dele na lista de suspeitos que não podem viajar para os EUA. A própria família do jovem alertara para elo dele com extremistas.

“Avançamos muito desde o 11 de Setembro na coleta de informações relativas a terroristas e a ataques potenciais, mas está claro que o sistema não está atualizado o suficiente a ponto de tirar total proveito das informações”, disse o democrata.

E acrescentou: “Quando o nosso governo tem informações sobre extremistas e elas não são compartilhadas como deveriam (...) uma falha sistêmica ocorreu. E considero isso inaceitável”.

Reportagem da ABC News afirma que dois líderes da Al-Qaeda, supostamente por trás da tentativa de ataque, foram soltos da prisão de Guantánamo em novembro de 2007.

A Al-Qaeda assumiu a autoria do atentado. Muhamad Attik al-Harbi e Said Ali Shari foram libertados em 2007 da prisão e enviados à Arábia Saudita, onde passaram por um programa de reabilitação que incluía até mesmo arte-terapia. Eles são citados como agentes próximos do líder da Al Qaeda no Iêmen, informação que mina ainda mais os planos de Obama de fechar a prisão. O Iêmen é o país com maior número de presos na base. Enquanto o governo procura explicações para o episódio, nos aeroportos aumentam as medidas de segurança.