10 de julho de 2026
Geral

Famílias de bauruenses no RJ vivem tensão com deslizamento

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O primeiro dia do ano foi de tensão para as famílias de um grupo de baurenses que acampava em Ilha Grande (RJ) desde o dia 30 de dezembro. Eles estavam instalados na Praia do Abraão, a 30 quilômetros da pousada que foi destruída. A chuva que provocou o deslizamento de terra e matou mais de 15 pessoas na ilha, também deixou o local sem eletricidade e comunicação (leia mais na página 17). Como existia a possibilidade deles terem ido até a pousada, as famílias entraram em pânico. A tranqüilidade só veio às 17h, quando os jovens conseguiram telefonar e dizer que estavam bem.

Ana Maria Silva Ferreira, moradora do Jardim Marambá, é mãe de duas pessoas do grupo, Wellington Ferreira Filho, 26 anos e Bianca Silva Ferreira, 30 anos. Além deles, também estavam no grupo formado por amigos de infância, a namorada de Wellington. O último contato de Ana Maria com os filhos foi às 23h de anteontem. “Liguei para o meu filho, que fez aniversário ontem (anteontem), desejei feliz Ano Novo aos dois“, conta.

Ana Maria diz que ficou assistindo televisão depois da virada do ano e viu as notícias sobre o deslizamento. “Não consegui mais dormir”, diz. Ela conta que o grupo, que teria oito pessoas, tinha almoçado pela pousada. Ela pensou que talvez eles tivessem voltado lá para festejar o Réveillon. Sem conseguir falar com os filhos pelo telefone celular, ficou ainda mais nervosa.

“Passei a madrugada em claro. Pedi ajuda a uma prima, para ver se ela conseguia contato com alguém no Rio de Janeiro, para saber se eles estavam no local na hora do desabamento”, conta. Ela informou que chegou a ir na casa dos pais dos outros jovens do grupo, procurar infirmações. “Eles também estavam bastante nervosos e não tinham conseguido falar com ninguém”, conta.

O drama durou até às 17h, quando um dos rapazes do grupo conseguiu encontrar um telefone público e ligar para os pais em Bauru. “Então os pais dele me telefonaram para dizer que estava tudo bem. Graças a Deus eles ficaram no acampamento”, conta. No momento que a reportagem estava na casa de Ana Maria, Bianca telefonou. Como toda mãe preocupada, ela deixou claro que queria os filhos de volta para casa. “Eles contaram que estão bem, mas a ilha está sem eletricidade. Não sei nem como vão fazer para voltar”, diz.