10 de julho de 2026
Nacional

Apuração de ataque a brasileiros será retoma pelo governo surinamês

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Paramaribo - Passados os feriados de final de ano, a polícia do Suriname recomeçará hoje as investigações sobre o ataque a um grupo de garimpeiros brasileiros na noite do Natal, segundo a Embaixada do Brasil no país.

Um novo grupo de policiais deve ir a Albina, cidade de 20 mil habitantes na fronteira com a Guiana Francesa, onde há 11 dias mais de cem garimpeiros foram agredidos a golpes de facão e pauladas por descendentes de quilombolas, os maroons. O incidente, provocado pelo assassinato de um “moreno”, como são chamados pelos brasileiros os negros da região, terminou com saques, prédios incendiados e ao menos 25 pessoas feridas.

Com a chegada dos policiais, é possível que ocorram novas buscas pelos corpos de garimpeiros supostamente mortos. Mergulhadores já estiveram na região do rio Maroni próxima a onde as agressões ocorreram para verificar se procedem os relatos dos brasileiros.

Eles afirmam terem visto colegas serem assassinados e supõem que seus cadáveres foram jogados no rio. Até agora, não houve confirmação oficial de nenhuma morte. Foram presos ao menos 41 suspeitos.

Em Paramaribo, capital do Suriname, a embaixada disse ter recebido uma série de mensagens de maroons reafirmando amizade e respeito aos brasileiros. Até o avô do morto em Albina foi a uma rádio local dizer que o conflito foi localizado e que não representa o início de uma onda xenófoba. Ele se disse “envergonhado” pelo o que ocorreu no país.

Enquanto isso, os brasileiros alvos do ataque que se refugiaram em hotéis da capital pensam em como voltar para seus locais de trabalho - garimpos localizados na Guiana Francesa, principalmente.

Durante as agressões, tiveram dinheiro, documentos e equipamentos roubados. Eles querem que o governo brasileiro custeie o transporte e a compra de botas, comida, redes e lanternas, necessárias para os longos períodos que passam isolados na floresta.