09 de julho de 2026
Internacional

EUA e Londres fecham embaixadas no Iêmen

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Os governos dos EUA e do Reino Unido decidiram ontem fechar suas embaixadas no Iêmen por tempo indeterminado. Num comunicado, a porta-voz da chancelaria britânica se recusou a informar se alguma ameaça específica havia sido feita à embaixada, porém os EUA atribuíram sua decisão a atuação da rede terrorista Al-Qaeda no Iêmen.

O braço iemenita da Al-Qaeda recebe especial atenção dos EUA desde o último dia 25, quando o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, conseguiu embarcar com explosivos em um voo que ia de Amsterdã, na Holanda, para a cidade americana de Detroit. Enquanto tentava acionar os explosivos, o nigeriano acabou contido por outros passageiros. Cerca de 300 pessoas estavam no voo.

Em interrogatório, o nigeriano disse ter recebido no Iêmen as instruções para o ataque frustrado ao voo. Ontem, o presidente americano Barack Obama acusou a Al-Qaeda, de coordenar a tentativa de atentado.

No comunicado divulgado ontem, a Embaixada dos EUA em Sanaa diz fechar as suas portas devido às “atuais ameaças da Al-Qaeda na Península Arábica” em “atacar interesses americanos no Iêmen”. O comunicado não esclarece por quanto tempo a representação diplomática permanecerá fechada.

Um funcionário da embaixada americana disse a jornalistas que ele e seus colegas receberam “uma mensagem da embaixada via celular na qual pediam que não fôssemos hoje ao trabalho”.

Na nota, a embaixada afirma que os cidadãos americanos no Iêmen devem “manter um nível alto de alerta” e “pôr em prática medidas de segurança”.

O fechamento ocorre num momento em que Washington eleva o combate à Al Qaeda no Iêmen. Ontem, o chefe do Comando Conjunto Central do Exército dos EUA, o general David Petraeus, chegou ao país para se reunir com as autoridades iemenitas um dia depois de anunciar sua intenção de dobrar a assistência militar ao governo de Sanaa.

Ajuda americana e inglesa

O Iêmen é o país mais pobre de todo o mundo árabe. Ontem, EUA e Reino Unido também anunciaram um acordo para financiar “uma unidade especial de polícia antiterror” no país.

Nos últimos dias, o governo iemenita enviou centenas de militares pra duas províncias montanhosas do leste do país consideradas redutos da rede terrorista Al Qaeda e nas quais o nigeriano responsável pelo ataque ao avião teria recebido treinamento terrorista.