09 de julho de 2026
Regional

Região poderá se tornar um cinturão cítrico

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A região de Bauru concentra cerca de 8 mil alqueires de laranja. Uma soma de fatores que inclui o tipo de solo e o índice pluviométrico, poderá fazer com que a região se torne um cinturão cítrico. Se isso se confirmar, haverá necessidade da instalação de uma processadora de sucos, o que na opinião dos especialistas do setor alavancará a economia local.

O ‘boom’ da compra de terras a preço barato para a cultura da fruta aconteceu há pelo menos cinco anos quando o setor descobriu que na região tinham grandes propriedades sendo comercializadas a um preço abaixo do pedido nas áreas onde a citricultura já tinha se firmado, Limeira, Bebedouro, Itápolis dentre outras, ressalta um especialista da área que preferiu não se identificar.

A atração, segundo ele, não foi só o preço da terra, mas também o fato dela ser ‘virgem’ para algumas doenças e pragas que exterminou algumas plantações nas regiões tradicionais de plantio. “Nessa região, o primeiro cinturão citrícola foi Limeira. As doenças obrigaram a mudança de endereço para Bebedouro e posteriormente Itápolis. Pode ser que a região de Bauru venha a ser um novo polo da laranja.”

O especialista frisa que grandes áreas estão sendo ocupadas pela laranja. “São propriedades entre Bauru até a rodovia Castello Branco. As plantações da multinacional estão sendo desviadas para cá. O primeiro motivo são as doenças que estão atacando as áreas onde a fruta tem tradição. Aqui não tinha a cultura de citrus portanto são propriedades menos vulnerável a doenças. Isso não quer dizer que essas áreas estejam imunes, as doenças estão soltas.”

O índice pluviométrico ou a quantidade de chuva somada à acidez do solo são outros motivos que têm chamado a atenção das grandes empresas de suco. “Nessa região chove o suficiente e na época certa para a laranja. Já em Bebedouro, por exemplo, as plantações têm que ser irrigadas, o que aumenta o custo de produção e inviabiliza o preço de venda.”

O preço das terras que inicialmente figurava como um atrativo regional deixaram essa lista, de acordo com uma fonte do setor. “As terras continuam atrativas por outros motivos, mas o preço atingiu o nível do Estado de São Paulo.”