10 de julho de 2026
Regional

Quatro grupos dominam a laranja na região

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

As plantações de laranja da região estão concentradas nas mãos de quatro empresas de grande porte, uma delas multinacional. Depois de enfrentar um ano de muitas dificuldades com o preço do suco em baixa no mercado mundial, a laranja poderá voltar a ser um bom negócio com a possível quebra da safra americana por conta da geada. Os produtores brasileiros torcem para que o preço cubra o custo e ainda dê algum lucro.

As grandes empresas do setor não falam, preferem ficar em silêncio a anunciar algo que ainda está no campo das ideias, a instalação de uma processadora de suco. Mas uma fonte do setor garante que a médio prazo isso será uma necessidade.

“Atualmente as indústrias não estão sentindo a necessidade porque o transporte é feito pelos produtores, que em pouco tempo serão minoria, porque as empresas processadoras de suco estão comprando grandes áreas e fazendo plantio, portanto elas irão concentrar todo o processo e o custo do transporte, no futuro, serão delas. Hoje a indústria faz as contas e não compensa, mas elas estão montando suas fazendas e só então a processadora será uma necessidade. Pode ser que a região se torna atrativa.”

O vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde, traz a luta pela instalação da processadora de suco para ele. “É uma briga minha. Eu acredito que a região vá crescer com a implantação. As mais próximas estão na região de Araraquara. Chegará a hora que ela será necessária por aqui, esta será a situação ideal.”

O presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, Marco Antonio dos Santos, acha pouco provável que a indústria de processamento da laranja instale novas fábricas, especialmente porque estão ociosas e também porque o transporte é por conta do produtor. “Não acredito que isso ocorra a curto prazo.”

Lima Verde, que também é presidente do Sindicato Rural de Bauru, ressalta que embora a laranja não seja um bom negócio na atualidade, poderá vir a ser e alavancar a economia regional. “O ideal era transformar o resto de pastagens em plantações de laranja. A cultura tem seus revés; demora a produzir, tem muita praga, exige muitas pulverizações e o preço estava em baixa até o final do ano passado.”