11 de julho de 2026
Nacional

Continuam as buscas por militares soterrados

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - As tropas brasileiras no Haiti mantêm busca por quatro militares desaparecidos após o desabamento da sede administrativa da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no país, liderada pelo Brasil, no Hotel Christopher, na capital Porto Príncipe.

Anteontem, o ministro Nelson Jobim (Defesa) disse ser “eufemismo” considerar os quatro militares desaparecidos e já os aponta entre os mortos. O Comando do Exército, contudo, mantém lista anterior de 14 militares mortos.

Um comunicado divulgado pelo Exército identifica os quatro militares desaparecidos como coronel João Eliseu Souza Zanin, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília; tenente-coronel Marcus Vinicius Macedo Cysneiros, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília; major Francisco Adolfo Vianna Martins Filho, do do Departamento-Geral do Pessoal, sediado em Brasília; e major Márcio Guimarães Martins, do Comando da Brigada de Infantaria Paraquedista, sediada no Rio.

Outra medida tomada pelos militares brasileiros no Haiti foi intensificar patrulhas, “no intuito de evitar o aumento dos índices de violência na cidade de Porto Príncipe, que permanece estável no que tange à segurança”.

Mais uma aeronave KC-137 da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou ontem rumo ao Haiti transportando, além de passageiros e suprimentos, 18 urnas funerárias. Segundo a FAB, a aeronave partirá da Base Aérea do Galeão com aproximadamente 30 passageiros, entre eles o embaixador Antonio Patriota e três médicos legistas do Exército Brasileiro.

Além disso, o avião levará 5,3 toneladas de medicamentos, 3,1 toneladas de mantimentos, 8,8 toneladas de fardamento e roupas de cama e 20 barracas, totalizando cerca de 20 toneladas.