08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Doutora Zilda Arns


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Tive por várias vezes o privilégio de estar com a doutora Zilda Arns, por ocasião de sua visita a Bauru a lideranças da Pastoral da Criança, como também na visita do regional de Botucatu. Nos encontros, todos corriam para fotografá-la e receber seu carinhoso abraço. Nas palestras, olhar atento e silêncio... Ela contagiava a todos com sua doçura e jeito meigo de falar.

Impulsionada pela mística da Pastoral, sempre apontava seu objetivo: vida plena. Por ocasião da assembléia anual da Pastoral da Criança no Regional Sul I, em Aparecida do Norte, em 2008, conclamava os coordenadores e lideranças: “Vamos dobrar o número de crianças atendidas, sabe como? A Mãe Aparecida apontará como fazer”.

Incentivadora do trabalho missionário e voluntário, bem como observava e cobrava resultados. Com jeitinho carinhoso, elogiava a todos, em especial as lideranças da Pastoral da Criança. Parece mentira que se foi. Merecedora de grandes prêmios, cidadã do mundo, autora de grandes projetos, salvando vidas de crianças e gestantes. Esteve sempre ao lado dos pequenos, dos pobres, onde houvesse vida ameaçada, lá estava, juntamente com outras lideranças da Pastoral da Criança por ela fundada.

Se foi ao lado dos mais pobres que sempre defendeu, a exemplo de Cristo. Suas palavras converteram muitos, seu exemplo arrastou multidões, sua morte arrastará outras tantas que a seguiram por sua baluarte grandeza.

Ide em paz, que os anjos cuidem de ti. Entre nós não fizeste outra coisa a não ser cuidar de nossos aflitos, desde o ventre materno, e dirá como o Apóstolo Paulo a Timóteo: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardarei a fé, desde já me está reservada a coroa da justiça que me dará o Senhor, justo juiz naquele dia”.

Antonio Cícero de Oliveira - voluntário da Pastoral da Criança