09 de julho de 2026
Internacional

ONU quer mais soldados na missão de paz

Folhapress
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Porto Príncipe - O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, defendeu ontem, em reunião do Conselho de Segurança realizada a portas fechadas, um aumento no número de militares em missão de paz no Haiti, após o forte terremoto do último dia 12, que deixou a capital Porto Príncipe virtualmente arrasada e milhares de pessoas mortas.

Na saída da reunião, Ban contou a jornalistas que, além de defender a presença de mais “capacetes azuis” no país, defendeu ainda que o mandato da missão de paz - a chamada Minustah, que é militarmente liderada pelo Brasil - seja prolongado em seis meses.

No Rio de Janeiro, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, confirmou a crença da ONU na necessidade de elevar a presença das tropas no Haiti. Segundo o chanceler, a ONU gostaria de deslocar ao menos mais 1.100 homens para o país, “algo em torno de 800 militares e 300 ou 400 policiais”. “É a necessidade imediata que está sendo comentada”, afirmou, sem definir se esses militares e policiais seriam brasileiros.

Antes do tremor, a Minustah contava com cerca de 7.000 militares, sendo 1.266 brasileiros. Dos brasileiros, ao menos 16 morreram e dois desapareceram no desabamento da sede da ONU em Porto Príncipe.

Brasil pode dobrar efetivo

O Brasil tem condições de dobrar o efetivo que mantém no Haiti, atualmente de 1.266 militares, para ajudar na reconstrução do país devastado por um forte terremoto, afirmou ontem o comandante do Exército, general Enzo Peri.

A declaração ocorreu pouco depois de o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ter recomendado ao Conselho de Segurança.