Porto Príncipe - A FAB informou ontem que o hospital de campanha da Aeronáutica já funciona no Haiti para atender as vítimas do terremoto. Na noite de ontem, uma haitiana de 37 anos passou pela primeira cirurgia realizada na unidade, que possui 48 militares brasileiros da área de saúde.
“Ela sofreu uma cirurgia de amputação de um pé e permanece na unidade. Também temos 40 militares distribuídos em equipes de resgate para socorrer as vítimas em Porto Príncipe. Eles buscam as pessoas para levá-las até o hospital. Ao chegar na unidade é realizada uma triagem”, afirmou à reportagem o capitão da comunicação social da base aérea do Galeão, Isaías Lopes dos Santos Junior.
De acordo com a FAB, a haitiana que precisou amputar o pé ficou ferida após ser atingida por um muro de uma igreja. A vítima também perdeu uma filha de três anos de idade no terremoto.
O hospital de campanha foi enviado pelo governo brasileiro na semana passada. Devido a problemas com o tráfego aéreo, o equipamento e a equipe médica só desceram em Porto Príncipe no último sábado. Ontem, o hospital já começou a atender os primeiros pacientes.
Mortos chegam
O Exército informou ontem que a previsão de chegada ao Brasil dos 16 corpos de militares brasileiros encontrados no Haiti é para amanhã. Ainda há dois militares desaparecidos, e sobre eles o Exército não divulgou novidades. O avião que transportará os corpos aterrissará em Brasília.
As honras fúnebres serão feitas em Brasília, com a presença de parentes das vítimas. O comando do Exército afirmou que a busca pelos dois desaparecidos é prioridade para as tropas brasileiras. O quartel da Minustah em Porto Príncipe ficava em um hotel situado em local elevado, o que dificulta o acesso, sobretudo de equipamentos de grande porte usados para deslocar os escombros.