08 de julho de 2026
Internacional

Aumento de efetivo causa confusão

Folhapress
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Porto Príncipe - A ONU (Organização das Nações Unidas) defendeu ontem o a coordenação da ajuda humanitária às vítimas do terremoto no Haiti e rejeitou as críticas em relação a um suposto controle excessivo dos americanos sobre o aeroporto de Porto Príncipe.

Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU, disse que a coordenação da entrega da ajuda humanitária aos cerca de 3 milhões de afetados pelo tremor, segundo estimativas da Cruz Vermelha, está indo bem.

Apesar dos casos de pilhagem e violência que se espalharam pela capital haitiana em consequência do desespero dos sobreviventes, Byrs disse que “a situação está sob controle”. “Há pilhagens, mas, em geral, a situação está sob controle. Os comboios de distribuição de ajuda andam com escolta”, disse.

Byrs defendeu ainda os esforços americanos no Haiti e disse que o aeroporto de Porto Príncipe não estaria funcionando sem os militares americanos. Ela elogiou ainda o grande volume de suprimentos e especialistas enviados pelos Estados Unidos, que prometeram ajuda a longo-prazo.

França

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, elogiou ontem o “papel essencial” dos EUA na ajuda às vítimas. Anteontem, o ministro de Cooperação francês, Alain Joyandet, pediu à ONU que esclarecesse o papel dos americanos na ajuda ao país caribenho. “Isto é sobre ajudar o Haiti e não ocupar o Haiti”, disse.

As agências de ajuda internacionais, contudo, alertam que muitos haitianos desabrigados ou feridos estão morrendo enquanto as equipes tentam superar o caos na organização da distribuição da ajuda.

A ONG Médicos Sem Fronteiras diz que a confusão sobre quem comanda os esforços - os americanos ou a ONU - está atrapalhando a entrega de suprimentos de primeira necessidade a milhares de pessoas. “A coordenação não existe ou não está funcionando até este momento”, disse ao jornal Benoit Leduc, gerente de operação da ONG em Porto Príncipe.Esta é a mesma impressão de John O’Shea, chefe da ONG de tratamento médico Goal.

Ele disse ao jornal que o único obstáculo à distribuição maciça de ajuda é “liderança e coordenação”. “você não tem nenhuma das duas neste momento”.

O cenário descrito pelas ONGs é de que, de um lado há o controle dos americanos sobre o aeroporto. Do outro lado, a ONU diz que controla a distribuição de comida. A crítica é principalmente sobre a ONU, que não tem o papel de comando que deveria assumir.