10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mais uma família, mais uma vítima da violência


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Nosso mundo vive uma das épocas mais tristes da humanidade. Pessoas matam sem motivo. E se houvesse motivo, qual o direito que temos sobre a vida alheia? Aliás, que direito temos sobre a vida se nós nem se quer sabemos qual sua fórmula? Violência é o nosso pão de cada dia, temos ela à porta de nossas casas, em uma manhã de paz e de rotina junto com nossa família. Indignada em saber eu fiquei quando meu esposo me deu a notícia do falecimento do comerciante, menino que é filho, homem que é pai, honesto e com muitos sonhos pela frente, com desejos ainda não realizados talvez pelos seus poucos 20 anos. Menino que vimos crescer, e ainda que não tivéssemos conhecido, ficaria em choque, pois nada justifica tamanha crueldade.

Nada justifica a invasão, nada justifica a deslealdade, nada justifica a injustiça, e ainda, nada justifica a nossa falta de segurança. Será que só nós, pessoas comuns, trabalhadores assalariados, sentimos essa violência? Será que se o filho que foi morto fosse daqueles responsáveis pela criação das nossas leis não teríamos maiores repercussões e talvez até uma mudança no nosso código penal, que é tão frágil? Entristeço-me e me recolho na minha casa, onde um bandido qualquer pode invadir e devastar minha família, onde deveria ser o meu porto seguro, onde deveria qualquer cidadão ter a segurança para os seus. Aos pais, à esposa e aos filhos do menino Marcos, as nossas sinceras condolências.

Priscila Dorigo de Almeida  e  André Luiz de Almeida