09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Paleontólogos municipalis...


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Acreditando, como sempre, neste conceituado veículo de comunicação através da “escrita” - e ainda bem que esta ainda sobrevive ao imperialismo do modernismo globalizado da Internet -, ainda existem leitores de jornais, revistas e livros, muitos livros, onde a credibilidade ainda se faz maior e melhor, uma vez que estamos com os mesmos em nossas mãos, como forma de provar aquilo que se aprova.

Venho ou tento mais uma vez me fazer valer do direito pleno de como cidadão bauruense e leitor deste jornal tecer-lhes um comentário a respeito do caos instalado em nossa cidade há décadas e sempre sem um governante de punhos de aço que possa agir com mãos de ferro sobre os nossos direitos e que estes sejam mantidos de acordo com a Constituição: o direito de ir e vir.

Entretanto, é lamentável que se pense somente ou atualmente na revitalização da avenida Pedro de Toledo, com seus buracos e erosões próximos à antiga estação de trem, que hoje pertence à União, e que esqueçam o restante da cidade. Se a avenida Pedro de Toledo é o elo entre bairros, por que não se faz uma obra completa, restabelecendo e recuperando o acesso ao Viaduto Mauá? Afinal de contas que mal há nisso?

Resido no bairro Falcão há anos e existe uma rua denominada José Bastos, mas “basta”, é só mais um nome e nada mais. Gostaria de reivindicar que os “paleontólogos” de plantão da Praça das Cerejeiras, vulgos denominados “coçandus saccus”, viessem dar uma boa vistoria nas crateras existentes nesta rua e, então, quem sabe, poderiam encontrar alguns exemplares de verdadeiros “politicus antigus” da era pré-histórica ou ainda da era remota como a de encontrar, limpar e consertar tudo o que neste local possam preservar para a história, como acharem quaisquer vestígios de um governante errante “Rodrigus Agostinus”.

Quanto às matérias já citadas sobre enchentes, buracos, o povo tem sua parcela de culpabilidade, mas ao mesmo tempo enxergam nos nossos políticos apenas e tão somente que são verdadeiros caçadores de aventuras encontradas em seus contracheques.

E em se tratando de aventuras, solicito com veemência - ou seria melhor me expressar com clemência - para que cuidem da rua José Bastos, que deposita suas águas nem sempre cristalinas na avenida Alfredo Maia, causando a cada ano que passa danos e mais danos, além, é claro dos danos morais que nós, cidadãos e votantes, continuamos errantes diante da maquineta eleitoral, onde desavisados, na hora do não, acabamos por apertar o botão do “sim”, e este é o grande erro do povo brasileiro.

Enquanto o povo brasileiro não “abrir os seus olhos”, continuaremos vendo como se “abrem” mais e mais crateras para os paleontólogos de fachada na calçada da fama, mesmo que cheia de lama.

Wilson Carlos de Oliveira - cidadão comum