09 de julho de 2026
Regional

Região se mobiliza para ajudar Santa Casa de Lins

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Lins - Lideranças políticas e da saúde reuniram-se anteontem na Câmara de Lins (102 quilômetros de Bauru) para buscar uma solução definitiva para a tradicional Santa Casa local, que enfrenta uma grave crise financeira e está ameaçada de fechar as portas, o que prejudicaria pacientes atendidos pelo Sistema único de Saúde (SUS) de toda a região.

Convidado pela Associação das Câmaras Municipais do Oeste de São Paulo (Acamoesp), entidade que congrega vereadores de cerca de 70 cidades, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) defendeu a formação de um consórcio intermunicipal para debater o modelo de gestão e o eventual subsídio a ser repassado mensalmente ao hospital pelos municípios beneficiados dos serviços. “Espero que essa reunião seja o início do debate. Mas precisamos agir rapidamente para levar uma proposta orçamentária concreta e viável ao secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas, que está sensível e disposto a ajudar esse hospital referência de toda a região”, afirmou Pedro Tobias.

O presidente da Acamoesp, vereador Edgar de Souza, um dos organizadores da reunião “S.O.S. Santa Casa de Lins”, disse que tem que encontrar uma solução definitiva e sustentável numa parceria com o governo do Estado.

Responsável pela tradicional Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, o frei Francisco Bellotte manifestou disposição em assumir a gestão da Santa Casa de Lins, desde que haja amplo apoio das lideranças políticas da região à iniciativa.

Para sensibilizar as autoridades presentes, o religioso argumentou que sua instituição, criada em 1985, é hoje uma Organização Social de Saúde (OSS) que já administra com resultados excelentes 36 entidades de saúde.

O frei Francisco Bellotto disse que o deficit orçamentário em Lins é porque o SUS cobre apenas 60% dos gastos dos hospitais. “A tabela de procedimentos está totalmente defasada e dá prejuízo aos hospitais. Outro problema é o de gestão. Não se administra uma casa de saúde apenas com boa vontade. É preciso haver competência profissional”, ressaltou o religioso.